BRB nega reuniões com o Banco Central para tratar sobre possível liquidação

BRB nega reuniões com o Banco Central para tratar sobre possível liquidação

O Banco de Brasília (BRB) negou que sua liquidez decorra de medidas extraordinárias e que suas reuniões com Banco Central pautem a adoção de medidas excepcionais, mostra nota enviada à imprensa nesta quinta-feira, 23. A nota foi emitida após reportagem do Broadcast apontar que a liquidez do BRB tem se deteriorado e o banco tem se mantido vivo de forma “artificial”.

De acordo com a notícia, a liquidez do BRB é mantida ao mesmo tempo em que o governo do Distrito Federal atrasa pagamentos para manter os recursos no banco e melhorar o seu caixa. Em nota, o BRB diz que recursos do Governo do Distrito Federal sempre foram mantidos e movimentados por meio do BRB, em conformidade com a relação institucional historicamente estabelecida entre o controlador e a instituição.

“Essa dinâmica encontra amparo no artigo 144 da Lei Orgânica do Distrito Federal, que prevê o recolhimento das receitas do Tesouro do Distrito Federal ao BRB e a realização, por meio da instituição, dos pagamentos de pessoal da administração pública distrital”, diz o banco.

Segundo a companhia, também não procede a interpretação de que as interações entre o BRB e o Banco Central representem fato excepcional ou indiquem a adoção de medidas extraordinárias, como uma eventual liquidação, algo que tem sido levantado pela imprensa na última semana.

“As informações relativas à posição de liquidez, depósitos e demais indicadores prudenciais são encaminhadas regularmente ao regulador”, diz a companhia que não divulga seu balanço em cerca de um ano.

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O Banco de Brasília (BRB) atravessa um momento delicado após o fim das negociações com a gestora Quadra Capital para a venda de cerca de 15 bilhões de reais em ativos considerados saudáveis do Banco Master. A operação poderia render entre 3 bilhões e 4 bilhões de reais ao BRB e fazia parte do plano de capitalização da instituição. Para analistas ouvidos por VEJA Negócios, a situação do banco é complicada, mas uma liquidação e o fim da instituição é algo distante.

O banco precisa levantar recursos no montante de pelo menos 12 bilhões de reais para reforçar seu capital após a aquisição de ativos problemáticos do Banco Master. Em fevereiro deste ano, o BRB apresentou ao Banco Central um plano de reestruturação que estabelecia o prazo de 5 de agosto para concluir a capitalização, veja detalhes nesta reportagem.

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