Israel alerta EUA sobre suposto plano iraniano para assassinar Trump

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A inteligência de Israel compartilhou com o governo dos Estados Unidos informações sobre um suposto plano do Irã para assassinar o presidente Donald Trump, de acordo com informações divulgadas na quinta-feira 9 pelo jornal americano The Wall Street Journal.
Segundo a reportagem, o suposto plano iraniano estaria ligado à promessa de vingança feita por Teerã após a morte do general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, morto em um ataque de drone ordenado por Trump em janeiro de 2020, durante seu primeiro mandato. Considerado terrorista pelos governos dos Estados Unidos e de Israel desde 2011, o general era um dos principais líderes militares do regime iraniano.
Washington já monitorava havia meses um fluxo constante de informações sobre possíveis ameaças contra Trump, mas o alerta enviado por Israel tratava de um complô considerado mais concreto. O WSJ não informou quando o suposto plano teria sido elaborado.
Nos últimos meses, outras autoridades do regime iraniano também foram mortas em ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel, entre elas o ex-líder supremo Ali Khamenei, além de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Kamal Kharazi, que ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores, e o general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico dos aiatolás.
Durante o enterro de Khamenei, realizado nesta quinta-feira após quatro dias de cerimônias fúnebres massivas, manifestantes exibiram cartazes com pedidos pela morte de Trump.
Escalada do conflito
As informações da inteligência de Israel surgem em meio à escalada militar entre Estados Unidos e Irã. Nesta quinta-feira, o Irã afirmou ter atacado bases e ativos militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Catar e no Kuwait, em resposta aos novos bombardeios americanos contra alvos iranianos.
A ofensiva ocorreu horas após ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra o Irã, que deixaram ao menos 14 mortos e 78 feridos, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da da Saúde iraniano. Cinco províncias do país foram atingidas, intensificando a escalada do conflito após o rompimento do acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerã.
Em meio à troca de ataques, Trump declarou nesta quarta-feira ser o “número 1 na lista de alvos do Irã”.
“Eles querem acabar com o líder dos Estados Unidos, eu. Estou em qualquer lista. Hoje de manhã vi que estou em cada uma das listas deles”, disse Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, voltando da Turquia, onde participou da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
