A resposta dos EUA à avaliação do Itamaraty sobre risco de operações militares no Brasil

O governo de Donald Trump classificou como “absurda” a avaliação do Itamaraty de que os Estados Unidos poderiam realizar operações militares no Brasil depois da designação, pelos americanos, das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
“Esse comentário é absurdo”, diz uma nota enviada pelo Departamento de Estado americano a VEJA. “Os Estados Unidos estão adotando medidas decisivas, com base em suas próprias prerrogativas soberanas, para combater narcoterroristas. Essas facções brasileiras agora operam nos Estados Unidos, e nós defenderemos nosso povo contra elas. Alegações vagas de intervenção costumam servir de pretexto para auxiliar e dar respaldo a alguns dos grupos mais violentos do mundo.”
A avaliação de que os EUA poderiam empregar força militar no Brasil está contida em ao menos duas respostas a requerimentos de informações de deputados federais. Os documentos são assinados pelo ministro das Relações Exteriores de Lula, Mauro Vieira.
“Há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”, diz o documento mais recente, enviado em 1º de julho.
Os Estados Unidos classificaram o PCC e CV como terroristas em maio. Na semana passada, o Departamento de Tesouro americano aplicou sanções contra duas pessoas e três empresas brasileiras acusando-as de supostos vínculos com o PCC.
