A pulseira que virou febre na Copa do Mundo

A pulseira que virou febre na Copa do Mundo

No Brasil, o álbum de figurinhas já tem uma loga tradição de arrebatar crianças, jovens e nem tão jovens assim durante as Copas do Mundo. Nos Estados Unidos, o hábito ainda está começado a pegar, mas há um objeto que virou uma febre entre os torcedores: a pulseira da Copa.

Personalizável e distribuída gratuitamente nos estádios e fan zones das 11 cidades-sede do país. A ação é do Bank of America, patrocinador oficial do torneio, que chegou ao evento com mais de 2 milhões de pulseiras e 10 milhões de miçangas, e já promete uma nova leva dado o sucesso da moda.

As peças lembram as pulseiras da Pandora: uma tira trançada em vermelho, azul ou preto com contas de metal que se encaixam no cordão. São 140 modelos de miçangas diferentes, entre números, bandeiras de países, a taça da Copa do Mundo e designs exclusivos de cada cidade-sede.

Duas mãos de manequim brancas, em formato de V de vitória, exibem pulseiras coloridas com pingentes temáticos sobre uma superfície espelhada. A mão esquerda tem uma pulseira vermelha e outra azul com pingentes prateados e coloridos. A mão direita exibe uma pulseira preta e outra azul com pingentes de esferas e um quadrado preto com a letra C. Pessoas desfocadas aparecem ao fundo
Filas para adquirir uma pulseira gratuita começam horas antes da fanzone abrir as portas (Felipe Carneiro/VEJA)

O problema é a fila. Na Casa do Futebol, fan zone da US Soccer em Los Angeles, o espaço abre ao meio-dia, mas torcedores têm chegado às 5h30 da manhã para garantir uma pulseira. Depois de confusão nos primeiros dias, quando o estoque acabava no meio do dia e gerava revolta, o esquema mudou: agora são distribuídas senhas logo na abertura, e os braceletes são entregues ao longo do dia com horário marcado. “Algumas pessoas nem ficam para assistir aos jogos, só querem pegar o bracelete e vão embora”, diz Carlos Smith, funcionário da Casa.

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A febre é tanta que já tem gente faturando com o brinde. Pulseiras que custam zero dólar estão sendo vendidas por cerca de 60 dólares na plataforma de vendas eBay, e há anúncios chegando a 500 dólares na concorrente Poshmark. O Bank of America prometeu distribuir todo o estoque antes do fim do torneio. A julgar pelas filas às 5h30 da manhã, a promessa não vai ser difícil de cumprir.

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