Estado Islâmico, Hamas e Al-Qaeda: os novos ‘companheiros’ de PCC e CV

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Depois de o governo de Donald Trump anunciar que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passam a ser enquadrados como organizações terroristas a partir de 5 de junho, as facções brasileiras ficarão em uma lista conhecida mundialmente desde meados dos anos 1990 — e que ganhou projeção a partir dos ataques contra cidades dos Estados Unidos em setembro de 2021.
A FTO (Foreign Terrorist Organizations), sigla em inglês para Organizações Terroristas Estrangeiras, divulga nomes dos bandos e quando elas foram designadas como inimigas do governo norte-americano. Entre os nomes mais conhecidos estão a Al-Qaeda, o Hamas e o Estado Islâmico, por exemplo. A FTO foi criada em 1996, durante o governo do democrata Bill Clinton.
As primeiras designações ocorreram em outubro de 1997, quando o governo americano classificou 13 grupos como terroristas. Abrem a lista Sendero Luminoso (dissidentes do Partido Comunista do Peru), seguido do Partido/Frente Revolucionária de Libertação Popular (Turquia). Os mais conhecidos também foram enquadrados naquele ano: Hezbollah e Hamas. Já a Al-Qaeda, liderada entre 1988 e 2011 por Osama Bin Laden, morto pelo governo de Barack Obama em uma operação, entrou para os sancionados em 1999.
Depois dos ataques de 11 de Setembro de 2001, diversos grupos do Oriente Médio foram classificados como terroristas, o que inclui o Estado Islâmico. A partir de 2025, no segundo governo Trump, que facções que traficam drogas em diversas partes do mundo começaram a entrar para lista de terroristas.
Em 20 de fevereiro do ano passado, a administração Trump enquadrou o Tren de Aragua (Venezuela), os cartéis mexicanos (Unidos, do Golfo, Noreste, Jalisco Nueva Generacion, Nueva Familia Michoacana e Sinaloa). Em novembro de 2025, os americanos também incluíram o Cartel de los Soles, também sul-americano, da Venezuela.
“O Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado (CT) monitora continuamente as atividades de grupos terroristas ativos em todo o mundo para identificar potenciais alvos a serem designados. Ao analisar potenciais alvos, o CT considera não apenas os ataques terroristas efetivamente realizados por um grupo, mas também se o grupo se envolveu em planejamento e preparativos para possíveis atos terroristas futuros ou se mantém a capacidade e a intenção de realizar tais atos”, diz o Departamento de Estado dos Estados Unidos.
