Chase Infiniti sobre opressão feminina em ‘Os testamentos’: ‘Alerta para o mundo’

Chase Infiniti sobre opressão feminina em ‘Os testamentos’: ‘Alerta para o mundo’

Série derivada de The Handmaid’s Tale, Os Testamentos encerrou sua primeira temporada nesta quarta-feira, 27, com o lançamento do décimo episódio da trama no Disney+. Já renovada para uma segunda fase, a trama inspirada no livro homônimo de Margaret Atwood volta suas lentes novamente para o fascismo religioso ao acompanhar a vida em um colégio que prepara jovens da elite para serem esposas perfeitamente submissas.

Intérprete da protagonista Agnes, jovem criada em meio à opressão de Gilead, Chase Infiniti estourou em Hollywood com o oscarizado Uma Batalha Após a Outra, e vive agora seu primeiro papel de destaque no streaming. Aos 26 anos, a jovem é uma das promessas da nova geração do cinema, e se abriu sobre a a carreira em entrevista a VEJA. Confira a conversa a seguir:

Chase, você despontou em Hollywood com o oscarizado One Battle After Another, ao lado de Leonardo Di Caprio. Como foi estrear na indústria com um projeto tão grande?
O mais louco é que, por ser o meu primeiro filme, eu não entendia essa dimensão. Eu sabia quem estava no elenco e que Paul Thomas Anderson estava dirigindo, mas não tinha noção do impacto que o filme teria. Hoje, sou muito grata que isso tenha acontecido dessa forma. Amo a história e a mensagem por trás dela. 

Além do cinema, você protagoniza atualmente a série Os Testamentos. Assim como no filme de Paul Thomas Anderson, a trama inspirada no livro de Margaret Atwood também aborda temas como rebeldia e resistência. Como foi ganhar destaque na indústria com papeis tão fortes? Sou sortuda por estar em trabalhos com esses temas em comum, e por viver personagens revolucionários, cada um à sua maneira. Me sinto muito privilegiada por ambas as experiências terem me permitido contar histórias potentes com personagens tão jovens.

Nos últimos anos, The Handmaid’s Tale: O Conto da Aia ganhou força como alerta contra o avanço da extrema direita e de ideais conservadores no mundo. Como Os Testamentos reflete esse movimento? Muitas coisas que acontecem em The Handmaid’s Tale são extremamente trágicas, e estão acontecendo hoje em dia também. Mas acho que elas podem ser combatidas, e os temas mostrados em Os Testamentos mostram isso. O que mais me impressiona é que, mesmo sendo histórias baseadas em livros fictícios, elas servem de alerta para o mundo real. É um chamado para a ação, e as pessoas entendem isso.

Que tipo de lição pode ser tirada da história?Acho que mostra uma comunidade que nunca perde a esperança e que luta pelo próximo e por seus entes queridos, mesmo quando é difícil. Quando você sente que não tem voz e que não conseguirá fazer a mudança que deseja ver, é aí que você consegue. São esses pequenos momentos que, juntos, geram uma grande mudança. Acho que essa é uma lição presente na série que podemos levar para as nossas vidas.

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