Hegseth garante que cessar-fogo com Irã ‘não acabou’ apesar de ataques em Ormuz

Hegseth garante que cessar-fogo com Irã ‘não acabou’ apesar de ataques em Ormuz

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O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira, 5, que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã “não acabou”, apesar das trocas de ataques entre os países no Estreito de Ormuz na véspera. As tensões no mar aumentaram depois que o presidente Donald Trump abriu uma operação militar da Marinha para escoltar navios comerciais através da nevrálgica passagem.

“Dissemos que nos defenderíamos, e nos defenderíamos agressivamente, e temos feito isso. O Irã sabe disso e, em última análise, o presidente pode decidir se a situação se agravará a ponto de violar o cessar-fogo”, disse o chefe do Pentágono em coletiva de imprensa.

Hegseth garantiu que a “extorsão internacional iraniana” no Estreito de Ormuz “termina com o Projeto Liberdade“, como Trump chamou as operações de escolta. Ele afirmou que a passagem de dois navios comerciais americanos pela hidrovia na segunda-feira comprovam que ela está “limpa”.

Ao lado do secretário, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, Dan Caine, acrescentou que as ações bélicas iranianas, atualmente, são de “baixo nível” e equivalem apenas a “assédio”. Quando questionado sobre qual o ponto em que as forças dos Estados Unidos se veriam obrigadas a retomar ataques na região, ele afirmou que esta é uma decisão política, não militar.

Mais cedo nesta terça, o principal negociador do Irã nas tratativas com os Estados Unidos advertiu que o país “ainda nem começou” o confronto pelo Estreito de Ormuz.

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“Sabemos perfeitamente que a continuidade do status quo é intolerável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos”, afirmou Mohamad Baqer Qalibaf em uma publicação no X, antigo Twitter.

Tensões em alta

O recrudescimento da guerra, que ameaça o cessar-fogo vigente desde 8 de abril, acontece após Trump anunciar uma operação militar destinada a restabelecer a circulação de navios em Ormuz. O “Projeto Liberdade” visa usar as Forças Armadas americanas para guiar cargueiros retidos no Golfo Pérsico.

Mais de 20 mil marinheiros 1.550 navios mercantes estão ilhados na região, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

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O republicano advertiu, em declarações veiculadas pela emissora Fox News, que “os iranianos seriam varridos da face da Terra” em caso de ataques a embarcações americanas na região. Mas o Irã insiste que controla o estreito e, segundo os Estados Unidos, lançou mísseis e drones contra barcos militares e comerciais na segunda-feira. Também houve registro de ataques contra instalações civis nos Emirados Árabes Unidos, os primeiros do tipo em mais de um mês.

O país árabe denunciou “uma escalada perigosa” e afirmou que tem o direito de responder.

Desde que o conflito começou em 28 de fevereiro pelos ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla essa passagem estratégica por onde costumava circular um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

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