Na Alemanha, Lula faz cobranças à UE e dispara contra os EUA por ‘se meterem’ em Cuba

Na Alemanha, Lula faz cobranças à UE e dispara contra os EUA por ‘se meterem’ em Cuba

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Durante visita à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez cobranças à União Europeia relacionadas ao acordo de livre comércio com o Mercosul e voltou a disparar contra os Estados Unidos, citando Cuba e Venezuela ao dizer que se opõe a governos que “faltam respeito com a integridade territorial das nações”.

Em coletiva de imprensa ao lado do chefe do governo alemão, Friedrich Merz, Lula qualificou o bloqueio petrolífero que Donald Trump impôs a Cuba desde o início do ano como “ideológico” e “uma vergonha mundial”, expressando sua firme oposição a qualquer invasão dos Estados Unidos à ilha comunista.

“Sou contra a falta de respeito à integridade territorial das nações. Sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política em como a sociedade de um país deve se organizar ou não”, afirmou.

Após a operação para depor o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a guerra iniciada juntamente com Israel contra o Irã, Trump advertiu que Cuba poderia ser “a próxima” na lista de intervenções. O bloqueio petrolífero já provocou a pior crise econômica e energética da empobrecida ilha caribenha em décadas.

Merz ecoou o mandatário brasileiro, argumentando que “não há nenhuma ameaça perceptível que emane de Cuba para outros países” para justificar uma possível invasão americana.

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“Unilateralismo europeu” e reforma da ONU

Falando sobre o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, do qual a Alemanha sempre foi uma das partes mais interessadas no velho continente, o petista criticou o que chamou de medidas unilaterais dos europeus.

“O acordo só se sustenta se há equilíbrio de parte a parte. Uma série de medidas da UE ameaçam desnivelar os pratos dessa balança. É legítimo impulsionar a política de descarbonização, mas não é correto usar métricas que não são fidedignas com a realidade. Não é possível vencer o unilateralismo com mais unilateralismo”, declarou ele sobre o arranjo que entra em vigor, de forma provisória, em 1º de maio.

Lula aproveitou para defender o Brasil como protagonista na transição energética, disse ser necessário “desmistificar o preconceito contra os biocombustíveis brasileiros” e acrescentou que o país pode se tornar a “Arábia Saudita dos biocombustíveis”. Segundo ele, o medo europeu de que a energia limpa roube espaço da agricultura é infundado.

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O presidente também voltou a defender uma reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao dizer que a paz não é uma preocupação central dos cinco membros permanentes com poder de veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França), expressando profunda preocupação com o retorno do conflito no Irã e criticando gastos altos com armas no Oriente Médio enquanto há fome no mundo.

“Ou nós assumimos a responsabilidade para mudar a carta e estatuto das Nações Unidas ou continuamos nessa nau vagando pelo mar sem controle”, declarou Lula. “Vou gritar aos quatro cantos do mundo: ou nós renovamos as Nações Unidas, ou a gente vai continuar com a guerra”, acrescentou, defendendo a participação de países como Brasil, Alemanha, Japão, Índia, México e outros países africanos no Conselho de Segurança.

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