Dono da página Choquei é transferido para o presídio de Aparecida de Goiânia

Dono da página Choquei é transferido para o presídio de Aparecida de Goiânia

INVESTIGAÇÃO

Segundo a PF, dono da Choquei recebia repasses de MC Ryan SP para promover conteúdos favoráveis à organização

Bens de luxo e documentos foram apreendidos durante a operação que apura movimentação de R$ 1,6 bilhão (Foto: reprodução / redes sociais)

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O empresário Raphael Sousa Oliveira, 31 anos, dono da página Choquei, foi encaminhado nesta sexta-feira (17) para a Casa de Prisão Provisória (CPP), localizada em Aparecida de Goiânia. A transferência ocorreu dois dias após o influenciador digital ser preso na capital goiana, onde permanecia sob custódia na sede da Polícia Federal.

Raphael foi um dos alvos da Operação Narco Fluxo, que aconteceu na última quarta-feira (15). A prisão ocorreu em um complexo residencial de alto padrão no setor Jardim Goiás. A ação da PF mira uma organização suspeita de operar um vultoso esquema de evasão de divisas e lavagem de capitais, com movimentações financeiras que superam a marca de R$ 1,6 bilhão.

De acordo com os levantamentos da operação, o papel do influenciador no esquema ia além da publicidade convencional. Os investigadores apontam que ele teria recebido repasses financeiros do cantor MC Ryan SP com o objetivo de veicular conteúdos estratégicos. Para a PF, essa dinâmica caracteriza a função de “operador de mídia”, peça que utilizava o alcance de suas plataformas para conferir uma sensação de normalidade e prestígio às operações do grupo.

MC Ryan SP é citado em inquérito da PF como um dos responsáveis por pagamentos ao “operador de mídia” do esquema (Foto: reprodução)

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Manutenção da prisão

A situação jurídica do influenciador foi avaliada em audiência de custódia realizada na última quinta-feira (16). O Poder Judiciário decidiu pela manutenção da prisão, sob o entendimento de que a liberdade do investigado poderia comprometer a instrução do processo.

A magistratura reforçou que a influência digital de Raphael era um ativo valioso para a organização criminosa. Ao utilizar sua audiência para validar figuras ligadas ao esquema, ele ajudaria a construir uma “fachada” de legitimidade, dificultando a percepção das atividades ilícitas por parte do público e das autoridades.

A defesa do influenciador sustenta que sua relação com os demais investigados era estritamente profissional. Segundo os advogados, o influenciador prestava serviços de divulgação e publicidade, não possuindo envolvimento com as atividades financeiras ilícitas apuradas pela PF.

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Fonte Original Mais Goias

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