Lula tem 40% de avaliação negativa e 29% de positiva, diz pesquisa Datafolha

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Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 11, mostra que a avaliação negativa do eleitorado junto ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteve estável em relação ao levantamento anterior, em março. Os dados mostram que 40% pensam que a gestão do petista é ruim ou péssima. Para 29%, a classificação é ótima ou boa — na edição passada, o índice era de 32%.
Os números mostram ainda que 29% definem o governo como regular — anteriormente, o índice era de 26%. O instituto também questionou os entrevistados sobre o trabalho de Lula na Presidência da República. A reprovação ao petista saiu de 49% na última pesquisa para atuais 51%. A aprovação oscilou de 47% para 45%. A margem de erro do levantamento realizado entre os dias terça-feira, 7, e a quinta-feira, 9, é de dois pontos percentuais (p.p.) para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios.
Disputa nas eleições 2026
A pesquisa também mostrou que o presidente Lula aparece numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno, com 45% contra 46% das intenções de voto. Apesar da inversão, o resultado configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais e marca a primeira vez que o parlamentar surge à frente do petista em um levantamento do instituto. No primeiro turno, Lula ainda mantém vantagem, com 38% contra 32% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de seis pontos.
Rejeição aos pré-candidatos
O presidente Lula aparece com 48%, enquanto Flávio registra 46% de rejeição. Os números indicam uma leve alta em relação ao levantamento anterior, publicado em março, quando Lula tinha 46% e Flávio, 45%. Apesar da oscilação dentro da margem de erro, ambos permanecem isolados na liderança do quesito, um reflexo direto da alta exposição e da polarização que ainda marca o cenário político no Brasil.
Bem atrás, os ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado apresentam níveis significativamente menores de rejeição, com 17% e 16%, respectivamente. No caso de Caiado, o dado ganha peso adicional por ser a primeira sondagem após a confirmação de seu nome como pré-candidato do PSD à Presidência. Na rodada anterior, ele marcava 14%.
