Caso Thawanna: mulher baleada por PM morreu de hemorragia aguda, diz IML

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A morte da ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio, baleada durante uma abordagem da Polícia Militar em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, expõe a falta de recursos da polícia na maior capital do país. A vítima morreu de hemorragia interna aguda, de acordo com a autópsia do Instituto Médico Legal (IML), divulgada nesta sexta-feira (10). Se o sangramento tivesse sido estancado de imediato, Thawanna teria mais chances de sobreviver, mas os policiais não prestaram os primeiros socorros.
Cerca de 40 segundos depois do disparo, ainda durante a ocorrência, o PM Weden Silva, que dirigia a viatura, acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e pediu resgate. Em depoimento, disse que dentro do carro havia apenas uma gaze, o que impossibilitou estancar o sangue da vítima. O socorro levou 30 minutos para chegar. A ocorrência aconteceu às 3 horas da madrugada do dia 5, em um momento de baixo trânsito.
A ausência de equipamentos mínimos para estancar o sangramento ou estabilizar a vítima levanta questionamentos sobre o preparo das equipes para lidar com situações de risco que envolvem o uso da força. O PM também foi questionado sobre o motivo de a dupla não ter utilizado uma taser (arma de choque) na abordagem. Ele informou que não havia nenhum aparelho disponível quando saíram.
A vítima, de 31 anos, era mãe de cinco filhos. A policial que efetuou o disparo durante a abordagem era inexperiente. A soldado Yasmin Cursino Ferreira, estagiária da Polícia Militar, de 21 anos, foi aprovada no concurso da corporação em novembro de 2024, segundo o Diário Oficial do dia 27 daquele mês.
