pai de Henry chora e réus comemoram
tribunais
Defesa do padrasto de Henry Borel tentou vários recursos para adiar o julgamento
Imagem: Reprodução
A decisão da Justiça no caso da morte do menino Henry Borel, que chocou o Brasil, teve um novo desdobramento nesta semana: a acusada Monique Medeiros teve a prisão relaxada após o adiamento do julgamento. A medida gerou reações opostas no tribunal — enquanto familiares e réus comemoraram, o pai da criança não conteve a emoção e chorou diante da decisão.
Decisão judicial e reações no tribunal
A juíza Elizabeth Louro determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, entendendo que mantê-la detida seria um “constrangimento ilegal”, já que o adiamento do julgamento não foi causado por ela. Ao ouvir a decisão, Monique chorou, abraçou seus advogados e fez gestos de agradecimento.
Já no lado oposto, Leniel Borel se emocionou e caiu em prantos. Para ele, o adiamento do júri representa mais um capítulo de sofrimento. “É um desrespeito com a memória do meu filho”, afirmou.
Julgamento adiado após saída da defesa
O julgamento do caso Henry Borel foi interrompido após os advogados do ex-vereador Dr. Jairinho abandonarem o plenário. A magistrada classificou a atitude como uma “interrupção indevida do curso processual” e determinou que a OAB apure possíveis infrações disciplinares.
Apesar da suspensão, a prisão de Jairinho foi mantida. Já a nova data do julgamento foi marcada para o dia 25 de maio.
Crime que chocou o país
O caso remonta à morte de Henry, de apenas 4 anos, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. O menino chegou ao hospital já sem vida e com sinais de agressões.
Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação. Monique é acusada de homicídio por omissão, além dos mesmos crimes. Em caso de condenação, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
Clima de tensão e revolta
A decisão judicial gerou manifestações no plenário, com familiares da acusada comemorando e usando camisetas com mensagens de apoio. Já Leniel criticou duramente a soltura de Monique, questionando a medida. “Existe castigo maior do que um pai perder um filho?”, disse, visivelmente abalado.
A defesa de Monique celebrou a decisão como uma “primeira vitória”, enquanto a defesa de Jairinho alegou falta de acesso completo às provas como justificativa para deixar o julgamento.
