CPMI do INSS vota requerimentos para quebrar sigilos de filho de Lula

Em uma iniciativa defendida há algumas semanas pela oposição, a CPMI do INSS apreciará nesta quinta-feira dezenas de requerimentos, entre eles, que pedem as quebras de sigilos bancários e fiscais de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O requerimento foi apresentado pelo relator Alfredo Gaspar, que argumenta que mensagens interceptadas mostram que, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de 300 mil reais na empresa de Roberta Luchsinger, o “Careca do INSS” teria respondido tratar‑se de “o filho do rapaz”, que poderia ser Lulinha. Roberta é considerada peça central no núcleo político do esquema.
O parlamentar do União Brasil alega ainda que documentos apontam repasses de 1,5 milhão de reais da Brasília Consultoria à RL Consultoria — empresa de Roberta — sob a justificativa de serviços de consultoria em projetos alheios ao ramo da contratante, o que, segundo ele, configuraria transações sem lastro econômico real.
O colegiado também analisará novas convocações e depoimentos, entre eles, o da diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Léa Bressy Amorim.
Só depois dessa etapa, a comissão que investiga fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários ouvirá o empresário Paulo Camisotti, o deputado estadual Edson Araújo e o advogado Cecílio Galvão.
Filho e sócio de Maurício Camisotti, preso sob a acusação de envolvimento nas fraudes no INSS, Paulo é investigado por suposta participação em esquema de descontos não autorizados.
Já Araújo é mencionado em apurações da PF por ter movimentado e recebido recursos de uma entidade ligada a trabalhadores da pesca e da aquicultura do Maranhão.
Galvão, por sua vez, teria recebido cerca de 4 milhões de reais de entidades investigadas por fraude. Ele é um dos sócios de uma prestadora de serviço para institutos de previdência de cidades de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
