Após enchente histórica, Jussara monitora retorno de famílias às áreas ribeirinhas
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A Prefeitura orienta que famílias atingidas entrem em contato pelo WhatsApp (62) 93500-9152 para solicitar assistência
Donativos de todo o estado já estão chegando, mas fica o alerta: toda ajuda deve ser centralizada na Secretaria de Assistência Social (Divulgação: Prefeitura de Jussara)
Após enchentes decorrentes do transbordamento de dois córregos e um rio, a Prefeitura de Jussara confirmou que 157 residências foram atingidas e 139 famílias precisaram abandonar seus imóveis. Cerc a de 500 pessoas foram diretamente afetadas pelo volume histórico de chuva, calculado em 120mm em apenas 24 horas. O cenário revive proporções de inundação registradas anteriormente apenas em 1982 e 2021. Atualmente, o município atende 19 famílias em alojamentos públicos, enquanto outras 120 buscaram abrigo em casas de parentes. Todos estão sob monitoramento do Posto de Comando Unificado — formado pelo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual e gestão municipal.
Embora a cidade seja cortada por mananciais como o Rio Branco e os córregos Água Limpa, Palmeiras e Molha Biscoito, as cheias desta semana foram classificadas como um fenômeno atípico. A última vez que o Molha Biscoito transbordou severamente foi em 2021, mas impactos similares na infraestrutura urbana e rural remetem ao ano de 1982. Segundo a administração, o longo intervalo entre esses eventos dificulta a previsão, mas a força-tarefa agiu rapidamente para conter os danos.
Balanço de ações
A maioria dos desalojados optou pelo conforto da casa de familiares. Para garantir que ninguém ficasse desamparado, a prefeitura mapeou o paradeiro de cada família e entregou refeições diretamente nos locais de acolhimento desde a primeira noite. O transbordamento afetou especificamente áreas residenciais ribeirinhas, preservando o setor comercial e permitindo que as aulas sigam em ritmo normal.
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Segundo a prefeitura, a Secretaria de Obras atuou imediatamente para evitar o acúmulo de lixo e a proliferação de doenças. Já na manhã seguinte ao temporal, as ruas estavam desobstruídas. Caminhões circularam desde as 6h para recolher entulhos e móveis descartados pelos moradores durante a limpeza dos imóveis.
Com fornecimento de água potável 100% restabelecido na cidade, o foco agora se volta para a zona rural, onde a prefeita Idali Bontempo Branca acompanha pessoalmente o reparo de pontes de madeira levadas pela força das águas.
Doações e alertas contra golpes
Atualmente, a Secretaria de Assistência Social centraliza o recebimento de donativos essenciais, como cestas básicas, colchonetes e cobertores, provenientes do Governo de Goiás, Sindicato Rural e cidades vizinhas. Além do suporte material, as autoridades reforçam o alerta para que a população evite áreas de risco, especialmente margens de córregos e locais com histórico de alagamento.
Para as famílias atingidas ou que se encontram em situação de vulnerabilidade, o município disponibilizou um canal direto de atendimento via WhatsApp, pelo número (62) 93500-9152.
A prefeitura também emitiu um alerta rigoroso contra oportunistas: toda ajuda deve ser institucional para garantir que chegue às famílias devidamente cadastradas. “Pedimos muito cuidado com pedidos de Pix feitos por terceiros ou campanhas paralelas. A ajuda deve ser destinada à Assistência Social para que possamos entregar os itens diretamente aos moradores assim que as casas estiverem secas e limpas”, reforçou a administração.
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