Brasileira que sofreu tentativa de estupro em Paris é ouvida em tribunal: ‘Que a justiça seja feita’

Ler Resumo
A brasileira Jhordana Dias, que sofreu uma tentativa de estupro em Paris, foi ouvida pela juíza de instrução do caso na quinta-feira 15. Ela estava em um trem, entre as estações de Choisy-le-Roi e Villeneuve-le-Roi, quando foi abordada agressivamente por um homem em 16 de outubro do ano passado. Jhordana, natural de Goiânia, ela foi mordida no lábio, sofreu ferimentos no rosto e foi agredida sexualmente. A jovem de 26 anos também foi estrangulada, numa tentativa do agressor de silenciá-la.
“Hoje eu passei por uma fase muito importante onde a juíza me ouviu e confrontou os fatos”, disse ela à agência de notícias francesa RFI. “Eu espero que a justiça seja feita em breve. Eu preciso e pretendo ficar na França porque meu processo está correndo”.
O advogado da vítima, André Fernandes, explicou que, a partir de agora, “a juíza, com o poder de dirigir o caso, decidirá o que fazer com esses elementos que ela colheu no depoimento de hoje, que só vieram corroborar aquilo que Jhordana já havia relatado quando foi ouvida anteriormente”. Ele informou à RFI que a acusação é de tentativa de estupro e que espera que “essa classificação penal seja mantida até o final do processo”.
+ Bicampeão olímpico será julgado na França por estupro de filha de treinador
“É o que se deseja, enquanto parte civil: que a pessoa seja devidamente punida e que a justiça seja feita. Afinal de contas, ela sofreu uma agressão muito violenta no transporte público”, acrescentou o advogado. “Outras mulheres também relatam diversos graus de incivilidade e agressões nos transportes públicos aqui na França.”
Jhordana foi socorrida por outra passageira, identificada como Marguerite, que estava no vagão ao lado e ouviu os gritos. O agressor conseguiu fugir, mas seu rosto foi flagrado por um vídeo feito pelo celular de Marguerite. A gravação ajudou a identificá-lo, e a polícia local montou um esquema de segurança na região para capturá-lo. Ele está em prisão preventiva desde 24 de outubro. Após a divulgação das imagens, outras duas mulheres disseram ter sido agredidas por esse homem. A investigação busca analisar se há mais vítimas.
