Com recursos de IA, plataforma gratuita ajuda eleitor a comparar candidatos e decidir voto

Com recursos de IA, plataforma gratuita ajuda eleitor a comparar candidatos e decidir voto

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Em meio à dispersão de informações políticas, à circulação de fake news e a promessas eleitorais de difícil comprovação, uma nova plataforma aposta na organização de dados públicos para ajudar o eleitor a comparar candidatos. O Politicando reúne informações sobre 1.051 nomes de todos os partidos que disputam Presidência, governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados. Gratuito, o serviço permite consultar perfis e fazer comparações sem necessidade de cadastro. Clique aqui para acessar.

Criado por Pedro Weinberg Lima, João Pedro Menin e Luiz Lira, o site adota o lema “Vote com base em fatos, não em promessas”. A proposta declarada não é recomendar candidatos, mas organizar informações para que o usuário faça a própria avaliação. Para isso, a plataforma combina registros de fontes oficiais, ferramentas de comparação e inteligência artificial — embora a IA não seja responsável por calcular a compatibilidade entre eleitor e candidato. “Em vez de apontar uma escolha, o objetivo da plataforma é fornecer elementos para que o próprio eleitor compare e tome sua decisão”, diz Pedro.

Como funciona o “match” entre eleitor e candidato?

Uma das principais ferramentas é um quiz formado por 16 afirmações sobre oito áreas de políticas públicas: Economia, Saúde, Educação, Segurança Pública, Meio Ambiente, Direitos Humanos, Infraestrutura e Ciência & Tecnologia.

A partir das respostas, o eleitor é posicionado em uma escala de 0 a 100 em cada uma dessas áreas. Os candidatos são distribuídos na mesma escala de acordo com seu histórico público. Quanto mais próximas estiverem as posições, maior será a afinidade temática e, ao final, o percentual de match. Respostas dadas com maior convicção recebem peso maior.

Segundo a metodologia apresentada pelo Politicando, a inteligência artificial não participa desse cálculo. O resultado é obtido por uma operação matemática reproduzível, de modo que as mesmas respostas geram sempre o mesmo resultado.

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Qual é o papel da inteligência artificial?

A IA é utilizada em uma etapa anterior. Cabe à tecnologia analisar registros públicos dos candidatos — como proposições, votos, discursos e outros documentos oficiais — para posicioná-los de 0 a 100 em cada tema. Ela também é empregada na elaboração dos resumos explicativos apresentados nos perfis.

A plataforma faz ainda uma distinção entre “afinidade” e “atuação”. A primeira, medida de 0 a 100, representa a proximidade entre as posições do candidato e do eleitor e integra o cálculo do match. A segunda vai de 0 a 5 e procura mostrar quanto determinado político efetivamente trabalhou em uma área por meio de projetos, votos, relatorias e comissões. Esse indicador é apenas informativo e não altera a compatibilidade calculada pelo quiz.

O que o eleitor consegue consultar?

Os perfis concentram, além da compatibilidade, dados como patrimônio declarado, histórico político, posições e atuação nos oito temas, proposições, votos, presença em plenário e gastos do mandato. Há ainda uma ferramenta que coloca dois candidatos lado a lado para comparar suas posições e atuações em diferentes áreas.

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A metodologia atribui pesos diferentes às evidências analisadas. Proposições legislativas, votações e participação em comissões têm maior peso; declarações formais, entre elas discursos e entrevistas documentadas, ficam em uma faixa intermediária; alianças e coligações são tratadas como evidências indiretas e recebem peso menor.

Quando não existem informações públicas suficientes para determinar a posição de um candidato sobre determinado assunto, a plataforma afirma que não o coloca artificialmente no centro da escala. O tema é retirado do cálculo, e o usuário é informado sobre quantas das oito áreas puderam ser efetivamente consideradas.

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De onde vêm os dados usados pela plataforma?

O Politicando informa utilizar bases oficiais da Câmara dos Deputados, Senado Federal, Tribunal Superior Eleitoral, Portal da Transparência, IBGE, INPE e Tesouro Nacional. A iniciativa se apresenta como independente e ressalta que não possui vínculo oficial com o TSE.

Segundo a plataforma, as posições atribuídas aos candidatos podem ser rastreadas até os registros públicos utilizados na análise, numa tentativa de tornar a metodologia auditável. O Politicando também afirma solicitar consentimento específico antes do quiz por considerar que as respostas envolvem opinião política, classificada como dado pessoal sensível pela LGPD. O consentimento pode ser revogado, e as respostas, segundo o serviço, são utilizadas de forma limitada ao cálculo e à apresentação do resultado.

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