Pedreiro estuda CLT e faz própria defesa em tribunal do trabalho
O pedreiro Edilson Takahara chamou atenção ao fazer pessoalmente uma sustentação oral durante o julgamento de um processo trabalhista no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), no Amazonas. Sem advogado naquele momento, ele apresentou seus argumentos diante dos magistrados e defendeu o reconhecimento do vínculo empregatício com uma empresa para a qual trabalhou.
Antes de entrar no mérito do processo, Edilson admitiu que precisou vencer o medo para ocupar a tribuna. “Primeiramente, excelências, eu gostaria de agradecer o acolhimento e dizer que para mim não é tão fácil, acho que todo mundo sabe disso, porque eu tive que me esforçar para vencer essa barreira de criar coragem e vir aqui, mesmo com todo mundo dizendo que eu não ia saber falar”, afirmou.
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Durante a sustentação, o pedreiro rebateu a versão de que teria trabalhado como autônomo e explicou aos magistrados como era sua rotina na obra. A desenvoltura chamou atenção da Corte, e Edilson recebeu elogios pela forma como apresentou seus argumentos.
Ao final, o tribunal manteve o reconhecimento do vínculo empregatício do pedreiro com a empresa. O desempenho do trabalhador foi tão elogiado que o relator do caso, o juiz Sandro Nahmias Melo, chegou a brincar que ele poderia pensar em mudar o campo de atuação. “Pode mudar de profissão porque a lógica de argumentos acaba sendo melhor do que muitas sustentações que essa turma tem ouvido”, disse.
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