Após selarem a paz, Alcolumbre e Lula têm um desafio eleitoral difícil no Amapá
O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Congresso, fez as pazes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que ajudou a destravar o andamento de projetos importantes do governo na reta final eleitoral, mas ambos terão muita dificuldade para emplacar seus candidatos no reduto político do senador, o Amapá.
Levantamento feito entre os dias 26 e 28 de agosto pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgado neste sábado mostra que o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado de Alcolumbre e Lula, está em ampla desvantagem em relação ao seu principal adversário, o ex-prefeito de Macapá Antônio Furlan (PSD).
Segundo a pesquisa, o governador tem 32,1% das intenções de voto contra 59,4% do adversário, resultado que acabaria com a eleição já no primeiro turno. Outros candidatos não chegam a um ponto percentual (veja quadro abaixo).

Segundo turno
Se por acaso houver um segundo turno, hoje improvável, Furlan teria 60,3% contra 33,1% do governador (veja abaixo).

Senado
Na disputa para o Senado, o cenário é parecido. A mulher de Antônio Furlan, Rayssa Furlan, aparece em primeiro lugar, com 56,0% das intenções de voto, seguida de longe pelos candidatos de Lula e Alcolumbre — os senadores Lucas Barreto (PSD) e Randolfe Rodrigues (PT) —, veja quadro.
Na eleição deste ano, cada estado terá direito a duas vagas no Senado, que irá renovar dois terços de suas cadeiras (54 das 81), o que faz da disputa essencial para a próxima legislatura.
Reeleito em 2022, Alcolumbre ainda tem quatro anos de mandato, mas tem interesse especial nessa eleição porque do resultado dela depende a sua chance de ser reconduzido à presidência do Senado em fevereiro de 2027.

Pesquisa
O levantamento ouviu 1. 080 eleitores em dezesseis municípios do Amapá. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
