O peso do eleitorado jovem na disputa Lula x Flávio, segundo pesquisa

O peso do eleitorado jovem na disputa Lula x Flávio, segundo pesquisa

O eleitorado brasileiro de 16 a 24 anos caiu de 18% em 2010 para 12% em 2026, mas a redução de seu peso proporcional não elimina sua importância em uma eleição presidencial acirrada. Segundo levantamento da Nexus apresentado no VEJA em Foco, a queda acompanha o envelhecimento da população brasileira. O tema foi analisado por André Jácomo, diretor de pesquisas da Nexus, em entrevista à apresentadora Marcela Rahal. (este texto é um resumo do vídeo acima)

“O Brasil envelheceu”, afirmou Jácomo. Segundo o pesquisador, a população jovem brasileira vem diminuindo, e essa transformação demográfica se reflete também no cadastro de eleitores aptos a votar. Hoje, de acordo com os números apresentados no programa, os eleitores com mais de 60 anos representam 23% do eleitorado, mais que o dobro da parcela formada pelos jovens.

Como o envelhecimento mudou o perfil do eleitorado?

De acordo com Jácomo, o processo não é recente. Ele afirmou que, desde as eleições de 2014, o eleitorado mais velho já é numericamente superior ao jovem. Para o pesquisador, os dados eleitorais acabam reproduzindo a transformação observada na pirâmide demográfica brasileira.

A distribuição também varia entre os estados. O peso dos eleitores jovens é menor em estados do Sul e do Sudeste, como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo. Já Roraima, Acre, Amapá, Amazonas e Maranhão estão entre os estados onde essa faixa etária tem maior participação, próxima de 18% do eleitorado.

Como os jovens se posicionam entre Lula e Flávio?

Apesar da redução de sua participação no eleitorado, os jovens mantêm um comportamento polarizado na disputa presidencial, segundo pesquisa da Nexus. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 32% de Flávio Bolsonaro.

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No segundo turno, a diferença também é estreita. Lula registra 46% das intenções de voto entre os jovens, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 41%. “O eleitor jovem também reflete o que a gente está vendo ali na sociedade brasileira em relação à polarização”, disse Jácomo.

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Por que o voto jovem pode ganhar importância?

Para o diretor da Nexus, a relevância desse eleitorado não está apenas em seu tamanho. Em uma eleição com diferença pequena entre os principais candidatos, cada voto pode ser determinante. A capacidade de mobilização dos jovens, portanto, pode ganhar peso mesmo diante da redução de sua participação proporcional.

“Qualquer voto conta, qualquer voto importa”, afirmou Jácomo durante a entrevista. Segundo ele, o eleitorado de 16 e 17 anos, embora tenha voto facultativo, também pode ser importante nesse cenário de disputa apertada.

O que explica a participação dos jovens nas urnas?

Os números de comparecimento apresentados mostram que a ausência da obrigatoriedade não necessariamente significa menor engajamento. No primeiro turno das eleições de 2022, eleitores de 16 e 17 anos tiveram comparecimento de 82%, acima dos 78,5% registrados entre os eleitores de 18 a 24 anos.

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Para Jácomo, o primeiro contato com as urnas ajuda a explicar esse comportamento. “É aquele ânimo para poder votar pela primeira vez”, afirmou o pesquisador. A participação dessa faixa etária pode, assim, representar um fator adicional de mobilização em uma disputa presidencial polarizada.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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