As cidades que pesam muito na decisão eleitoral em São Paulo, segundo cientista político

As cidades que pesam muito na decisão eleitoral em São Paulo, segundo cientista político

A disputa eleitoral em São Paulo pode ser fortemente influenciada pelo comportamento de 18 cidades classificadas como pendulares pelo cientista político Fábio Vasconcellos. Os municípios alternaram o apoio entre candidatos de esquerda e de direita nas eleições realizadas de 2002 a 2022 e, segundo a análise apresentada no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, concentram mais de 90% dos eleitores do estado. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Vasconcellos explica que o cenário eleitoral paulista é marcado pelo predomínio da direita. Segundo os dados apresentados no programa, quase 75% dos municípios paulistas votam atualmente mais frequentemente em candidatos de direita. O PT, por sua vez, encontra dificuldades especialmente nessas cidades e tem presença mais significativa em municípios pequenos.

É nesse contexto que entram as chamadas cidades pendulares. Segundo o cientista político, são municípios nos quais os eleitores podem alternar entre candidaturas de diferentes campos ideológicos. O maior peso desse grupo está na região metropolitana de São Paulo, o que aumenta sua importância para a disputa estadual. Entre elas estão a cidade de São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Osasco.

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São Paulo antecipou a guinada à direita?

A análise apresentada no VEJA em Foco indica que o comportamento eleitoral paulista também se diferenciou do observado no restante do país. Entre 2002 e 2010, São Paulo acompanhou a movimentação registrada nacionalmente, mas houve uma mudança mais acentuada no estado na passagem de 2010 para 2014.

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“É como se São Paulo já estivesse antecipando a onda conservadora que iria se aprofundar nas eleições seguintes”, afirmou Vasconcellos. Segundo ele, essa movimentação fez com que o número de cidades pendulares no estado diminuísse nas eleições seguintes, já que uma parcela significativa dos municípios havia migrado para o campo da direita.

Na passagem de 2014 para 2018, apenas 9% das cidades paulistas fizeram uma nova mudança de campo, segundo os dados apresentados no programa. O cenário se modificou novamente entre 2018 e 2022, quando houve uma migração relevante de municípios paulistas em direção à esquerda.

Como essas cidades ajudaram Lula em 2022?

De acordo com Vasconcellos, a região metropolitana de São Paulo registrou uma movimentação pendular de 13% das cidades entre 2018 e 2022. O percentual foi superior ao observado no conjunto do país, onde 7,6% dos municípios fizeram esse movimento.

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Para o cientista político, essa mudança ajuda a explicar parte do resultado da eleição presidencial de 2022. As cidades que haviam se aproximado da direita voltaram a apresentar comportamento mais favorável à esquerda, contribuindo para ampliar a votação de Luiz Inácio Lula da Silva.

“Boa parte dos votos que elegeu o presidente Lula vieram dessas cidades pendulares”, afirmou Vasconcellos. Na avaliação apresentada no programa, o movimento permitiu compensar parte da força eleitoral do campo da direita na região Sudeste.

O que pode acontecer na eleição de 2026?

O principal ponto de interrogação para a próxima eleição está justamente no comportamento dessas cidades. Vasconcellos afirma que será necessário observar se os municípios pendulares manterão o padrão de movimentação registrado entre 2018 e 2022 ou se haverá uma nova mudança de direção.

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A manutenção da tendência anterior poderia favorecer o presidente Lula e Fernando Haddad e tornar a disputa em São Paulo mais competitiva do que indicam atualmente as pesquisas, segundo a análise apresentada no programa. Caso o movimento diminua, a expectativa apontada pelo cientista político é de que os votos migrem em maior escala para o campo da direita, favorecendo o governador Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro.

Para Marcela Rahal, a concentração de eleitores em um número relativamente pequeno de municípios representa um aspecto relevante para a estratégia eleitoral do PT. Vasconcellos concorda e afirma que a série histórica mostra que essas cidades são sensíveis a mudanças de comportamento.

A direita é favorita nessas cidades?

As pesquisas de opinião citadas no programa apontam favoritismo de Tarcísio de Freitas na disputa pelo governo de São Paulo. Para Vasconcellos, esse cenário pode indicar que as cidades pendulares novamente caminharão para o campo da direita.

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Mas o histórico eleitoral apresentado no VEJA em Foco mostra que essa conclusão não é definitiva. O comportamento observado em 2022 demonstra que municípios que haviam se deslocado para a direita podem voltar a apoiar candidaturas de esquerda em uma eleição seguinte.

Por isso, segundo o cientista político, essas cidades permanecem como áreas de disputa. Para as campanhas de Haddad e Lula, a estratégia passa por atuar fortemente nessa região, justamente porque ela reúne grande peso eleitoral e um eleitorado cujo comportamento, de acordo com a série histórica apresentada, pode mudar de um campo político para outro.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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