Petrobras reporta lucro líquido de R$ 85 bilhões no 1º semestre, com alta de 38%

Petrobras reporta lucro líquido de R$ 85 bilhões no 1º semestre, com alta de 38%

O lucro líquido consolidado da Petrobras encerrou o primeiro semestre em 85 bilhões de reais. A cifra representa um crescimento de 38% sobre o mesmo período do ano passado. Considerando-se apenas o segundo trimestre, a petrolífera apresentou um crescimento ainda maior, de 97%, sobre igual intervalo de 2025, alcançando 52,4 bilhões de reais.

No acumulado do ano até junho, a companhia gerou receita líquida de 293,2 bilhões de reais. A cifra é 21% maior que a obtida no período comparado. Dessa quantia, 169,5 bilhões se referem ao segundo trimestre, equivalente a uma alta de 42% em relação a um ano antes.

A Petrobras apresentou ainda uma geração de caixa, medida pelo ebitda, de 34% no primeiro semestre, totalizando 153,5 bilhões de reais. Considerando-se apenas o recorte de abril a junho, essa rubrica somou 93,8 bilhões de reais, ou quase 80% maior.

No relatório da administração que acompanha os resultados, a companhia atribui o bom desempenho reportado a alguns fatores. Um dos principais foi a “maior exportação viabilizada pelo aumento da produção e pela realização de exportações que estavam em andamento no 1T26 [primeiro trimestre], além do aumento da cotação do Brent. Adicionalmente, tivemos maior participação de derivados produzidos no mix de vendas”.

O forte crescimento apresentado pela companhia já era esperado pelos analistas, já que a Petrobras foi beneficiada, de um lado, pela forte alta do barril do petróleo neste ano, devido ao agravamento da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo a companhia, o preço médio do barril do tipo Brent foi de 104,5 dólares no segundo trimestre. O valor é 30% maior que a média do primeiro trimestre, e 54% superior à do segundo trimestre de 2025.

Além disso, a companhia apresentou bons números operacionais, como o crescimento da produção. Apenas no segundo trimestre, as refinarias da Petrobras operaram com um fator de utilização equivalente a 101% de sua capacidade nominal, o que representou um novo recorde e um incremento de 5,6% na produção de derivados como gasolina, óleo diesel e querosene de aviação.

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