Infantino desiste de projeto da Fifa de ‘venda de ações da Copa’ após enxurrada de críticas
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou na noite desta sexta-feira, 31, que desistiu do plano de criar uma empresa privada para comercializar e organizar as competições da entidade, inclusive a Copa do Mundo — a companhia inédita seria aberta para investimentos privados e venderia suas ações na bolsa.
“Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio recebido, ele já não atende ao objetivo estabelecido inicialmente”, diz uma nota publicada por Infantino nas redes sociais. “Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Como resultado, esta proposta não seguirá adiante.”

Infantino afirma que pretende “reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas” para “continuar desenvolvendo o futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio”.
Na nota, o presidente da entidade diz que a ideia do projeto era “fornecer uma base para fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. Além disso, como dissemos desde o início, isso só seria feito se a maioria das Associações-Membro da FIFA fosse favorável e sempre após um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e outras partes interessadas”.
Críticas
As 55 federações nacionais ligadas à Uefa anunciaram que boicotariam as competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso a entidade seguisse com o plano. As 41 federações filiadas à Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) também rejeitaram por unanimidade a ideia.
Nesta sexta, Carlos Cordeiro, assessor sênior de Gianni Infantino, renunciou em protesto contra proposta. Ao deixar o posto, o americano classificou o projeto administrativo da Fifa como “um mau negócio para o futebol”.
