MP mira prefeitura por atraso recorrente de salários

MP mira prefeitura por atraso recorrente de salários

Servidores de São Miguel do Araguaia estão com os salários atrasados há mais de 15 dias. A situação, que tem sido recorrente há quase um ano, levou o Ministério Público de Goiás (MPGO) a recomendar que a prefeitura regularize os pagamentos e cumpra o prazo previsto na Lei Orgânica Municipal. A prefeitura tem 20 dias para colocar em ordem a situação financeira e apresentar um plano orçamentário que garanta o pagamento em dia a partir de outubro.

A cobrança, feita pela 1ª Promotoria de Justiça da cidade, exige que a gestão do prefeito Jeronymo José de Siqueira Neto deposite os vencimentos até o dia 5 de cada mês, conforme determina a legislação do município. Levantamentos do órgão mostram que a falta de pontualidade na folha virou rotina entre 2025 e 2026, com episódios em que trabalhadores ativos esperaram até 17 dias para receber.

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Além de atrasar os salários, a prefeitura deixou de repassar às instituições financeiras os valores recolhidos dos empréstimos consignados dos servidores. Para evitar que os trabalhadores fiquem com o nome sujo sem terem culpa, o MP recomendou que o município notifique os bancos sobre o atraso nos repasses.

Regularização de salários atrasados

O promotor João Gabriel Lima Portugal deu um prazo de 20 dias para que a prefeitura apresente um estudo orçamentário detalhado. A ideia é ajustar definitivamente o calendário de pagamentos a partir de outubro deste ano e comprovar que o calote temporário nos bancos não gerou prejuízos nem juros para os cofres públicos.

O documento pede ainda a criação de um canal permanente de negociação entre a prefeitura e o Sindicato dos Servidores Públicos de São Miguel do Araguaia (Sisma), buscando conter o risco de paralisações na cidade. Caso as recomendações sejam ignoradas, o prefeito pode responder por crime de responsabilidade, com base no Decreto-Lei nº 201/1967. Ao sindicato, a promotoria sugeriu que avalie cobrar na Justiça o cumprimento de uma decisão judicial que já mandava quitar os salários na data correta.

O Mais Goiás tentou contato com a prefeitura por meio dos canais disponibilizados em seu site oficial, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. O espaço permanece aberto.

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Fonte Original Mais Goias

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