PL busca alternativas para vice de Ruas e admite chegar à convenção sem chapa definida no Rio

O PL e o senador Flávio Bolsonaro admitem que podem chegar à convenção do partido, no próximo sábado, 25, sem um palanque definido no Rio de Janeiro. O partido corre contra o tempo para recompor a chapa no estado, berço do bolsonarismo, após as desistências do ex-governador Cláudio Castro (PL) e do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), de concorrer ao Senado e do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), de ser candidato a vice-governador.
Com as três baixas, o único entre os pré-candidatos anunciados em março que ainda não foi substituído e se mantém no páreo é o deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio, que agora precisa de um vice. Alternativas estão sendo debatidas internamente. Todos os partidos que compõem a aliança estão sendo considerados, segundo fontes a par da campanha. O senador Carlos Portinho (PL) foi escolhido para o lugar de Cláudio Castro.
Lideranças do partido admitem que o ideal seria ter todos os nomes até a convenção, mas já travam negociações considerando o prazo de 15 de agosto, data limite para formalizar as candidaturas junto à Justiça Eleitoral.
O deputado Altineu Côrtes, padrinho político de Douglas Ruas, e o próprio presidente da Assembleia Legislativa conversaram na segunda-feira, 20, com o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e com Antonio Rueda, que comanda o União Brasil, para sondar a fidelidade da federação. Segundo um cacique do PL fluminense disse a VEJA, Ciro e Rueda garantiram que estão “firmes” com o PL no Rio de Janeiro.
A poderosa federação União Progressista caminha para a neutralidade na eleição nacional. Com o desembarque de Rogério Lisboa da chapa no Rio, o PL ficou em alerta sobre a possibilidade de ver ruir a aliança em território fluminense. Oficialmente, o PP alega que o ex-prefeito de Nova Iguaçu desistiu da eleição por motivos “estritamente pessoais”.
O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), principal adversário de Douglas Ruas na corrida ao Palácio Guanabara, segue cortejando a federação. O deputado Dr. Luisinho, presidente do partido no Rio, é próximo do ex-prefeito e tem conversado com ele, mesmo com o pé na chapa adversária. Paes falou a jornalistas na segunda, 20, depois de oficializar a candidatura a governador, e disse que não esconde a “admiração por vários quadros do PP”. “Alguns já estão fazendo campanha ao meu lado”, declarou. Antes de ser fisgado pelo PL, Lisboa foi cotado para ser vice do ex-prefeito.
Entre a federação União Progressista, o PP pendia para o lado de Eduardo Paes, mas o União Brasil venceu a queda de braço interna e empurrou o grupo para a aliança com o PL. As conversas com o PSD foram reabertas depois que Márcio Canella passou a reavaliar a candidatura ao Senado, pressionado por uma investigação da Polícia Federal. Canella chegou a ser preso em flagrante com um fuzil no carro e agora circula com tornozeleira eletrônica.
