Morte de Leandro faz 28 anos; antes de jogo do Brasil na Copa
relembre
Partida do artista causou comoção nacional em 23 de junho de 1998
Imagem: Reprodução
Era 23 de junho de 1998, e a seleção brasileira se preparava para entrar em campo contra a Noruega, pela Copa do Mundo da França, quando o país foi surpreendido por uma notícia que abalou fãs em todo o Brasil: a morte do cantor Leandro, da dupla com Leonardo. O artista tinha 36 anos e não resistiu a um câncer raro na região do tórax. Nesta segunda-feira (23), a morte do sertanejo completa 28 anos.
Internado em um hospital de São Paulo, Leandro lutava havia cerca de dois meses contra a doença. O diagnóstico foi de tumor de Askin, um tipo raro e agressivo de câncer da parede torácica. Segundo familiares, ele era apenas o sexto caso registrado em adultos no mundo.
Últimos dias e emoção na Copa do Mundo
Dias antes da morte, o cantor ainda acompanhava a Copa do Mundo, uma de suas grandes paixões. Seis dias antes, durante participação de Leonardo no “Domingão com Faustão”, a assessora da dupla, Ede Cury, relembrou um momento marcante.
Segundo ela, já debilitado e careca por conta da quimioterapia, Leandro pediu uma bandeira do Brasil para assistir aos jogos. Sem conseguir comprar o item, ela improvisou um pano verde e amarelo.
“Ele me pediu por telefone uma bandeira pra poder assistir ao jogo. Tinha acabado de voltar do hospital e, naquele dia, tinha acabado de ficar careca. […] Aí improvisei um pano verde e amarelo que eu tinha em casa e levei para ele. Falei que os fotógrafos estavam lá embaixo e disse: ‘Sai lá fora, para eles poderem assistir ao jogo’. Aí ele pegou a bandeira e foi pra varanda”, contou, à época.
Torcedor do São Paulo, Leandro tinha na Copa do Mundo um de seus maiores interesses fora da música.
Doença e diagnóstico
Os primeiros sintomas surgiram durante uma viagem com amigos à fazenda do cantor, no Tocantins, quando ele começou a sentir dores no peito. Dias depois, já em Goianápolis (GO), sua cidade natal, voltou a passar mal durante um jogo de truco.
Após exames, no dia 21 de abril de 1998, veio o diagnóstico do tumor de Askin. A partir daí, Leandro seguiu para São Paulo, onde iniciou o tratamento, mas o quadro evoluiu rapidamente.
Sonhos interrompidos e legado
Além do sucesso na música sertaneja ao lado do irmão Leonardo, Leandro também tinha planos fora dos palcos. Ele pretendia seguir na carreira artística até os 50 anos e, depois, entrar para a política, com o objetivo de se candidatar ao Senado por Goiás — plano que não se concretizou.
Antes de morrer, o cantor fez um pedido à mãe: que fosse criada uma instituição para ajudar pessoas em tratamento contra o câncer. O desejo foi atendido com a criação da Casa de Apoio São Luiz, em Aparecida de Goiânia, que até hoje acolhe pacientes e mantém viva a memória do artista.
