Tinta em reforma de US$ 14 milhões que Trump fez em monumento começa a descascar; veja

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A tinta aplicada no espelho d’água do Lincoln Memorial, um dos principais cartões-postais de Washington, começou a se desprender poucos dias após a conclusão de uma reforma de US$ 14,7 milhões (cerca de R$ 75,6 milhões) capitaneada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A intervenção integrou os preparativos para as comemorações dos 250 anos da independência americana e buscava substituir o tradicional tom esverdeado da água por uma coloração azul mais intensa.
Na quinta-feira 18, visitantes registraram fragmentos da pintura se soltando do fundo da piscina e se misturando à água. O problema coincidiu com o reaparecimento de algas, que voltaram a alterar a cor do local e alimentaram críticas ao custo e à execução do projeto.
Anunciada como concluída por Trump em 6 de junho, a reforma pretendia resolver justamente o aspecto esverdeado provocado pela proliferação desses organismos. Mas, poucos dias depois da entrega, equipes de manutenção já precisaram aplicar peróxido de hidrogênio, comercialmente conhecido como água oxigenada, para conter um novo surto.
O contrato, executado sem licitação, foi firmado com a Atlantic Industrial Coatings, empresa sediada no estado da Virgínia.
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A intervenção faz parte de um plano mais amplo do presidente para remodelar Washington. Entre as propostas estão a construção de um novo salão de bailes nas proximidades da Casa Branca e a instalação de um grande arco monumental próximo ao Cemitério Nacional de Arlington.
Até o momento, nem o Serviço Nacional de Parques, responsável pela administração do National Mall, nem a empresa contratada haviam apresentado explicações oficiais para as falhas observadas.
O resultado desagradou parte dos visitantes. “Quero meu dinheiro de volta depois de ver isso. Acho que nossos recursos poderiam ser usados muito melhor em outro lugar. Essa piscina refletora era bonita antes de toda essa atenção”, afirmou Robert Dale à agência de notícias Reuters.
Trump também tem sido alvo de críticas de urbanistas, especialistas em patrimônio histórico e grupos de preservação por acelerar mudanças em áreas simbólicas da capital americana. O governo rebate as acusações e sustenta que as intervenções têm o objetivo de revitalizar monumentos e valorizar a paisagem urbana de Washington.
