Pautas-bomba irritam Planalto e auxiliarem defendem que Lula procure Alcolumbre

Pautas-bomba irritam Planalto e auxiliarem defendem que Lula procure Alcolumbre

O avanço de pautas-bomba no Senado irritou os membros do Palácio do Planalto e parte dos ministros passou a defender mais abertamente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procure o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, com o objetivo de destravar a pauta prioritária do governo e de evitar novas surpresas negativas para o Executivo.

Apesar da disposição do mandatário em acionar o STF caso a aprovação das matérias seja concluída no Congresso e do aceno de que o presidente da Câmara, Hugo Motta, não dará andamento às medidas, auxiliares avaliam que é importante que o petista tente uma reaproximação com o amapaense.

Nos bastidores, ministros da ala política não escondem a indignação com o avanço das proposições com grande impacto fiscal apesar dos alertas da Fazenda ao chefe do Congresso e do pedido do ministro Dario Durigan para que Alcolumbre segurasse a tramitação.

Uma ala do governo acredita que a crise entre os Poderes chegou ao seu ponto mais elevado, com potencial de impactar nas eleições. Por isso, entendem que chegou a hora de dispensar os interlocutores e tirar do papel uma conversa direta entre Lula e Alcolumbre.

Ainda que o presidente esteja demonstrando resistência a fazer esse movimento, alguns aliados avaliam que isso deveria acontecer nos próximos dias, antes de ele embarcar para Paris no domingo para participar da reunião da cúpula do G7.

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Outros ponderam que é possível marcar esse encontro e realizá-lo assim que o petista retornar.

A aposta quase unânime é que só assim seria possível melhorar a relação e viabilizar o avanço da agenda prioritária do Planalto no Senado, o que inclui a PEC do fim da escala 6×1.

Com o aval de Lula, auxiliares já estudam como judicializar as medidas aprovadas. Eles destacam que os senadores não apontam de onde tirar recursos para bancar essas iniciativas.

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Durigan procurou magistrados e já descolou uma declaração pública de Gilmar Mendes, do STF, que contempla o que o governo defende ao indicar que a Corte barraria a implementação das propostas.

Além disso, Motta sinalizou que resistirá às pressões da bancada ruralista e da oposição e guardará os projetos na gaveta pelo menos por enquanto.

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