Pequi Bank terá foco em beneficiários sociais e servidores: ‘Vamos concorrer com os grandes bancos’
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Diretor de Operações, Vinícius Luz, explica que o Estado é dono do arranjo tecnológico e projeta implantação total das contas digitais em até 24 meses
Pequi Bank terá foco em beneficiários sociais e servidores: ‘Vamos concorrer com os grandes bancos’ (Foto: Jucimar de Sousa)
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou, na quarta-feira (27), a criação do Pequi Bank, plataforma digital de serviços financeiros do Governo de Goiás. O público-alvo do projeto são beneficiários de programas sociais e servidores públicos estaduais. Conforme dados da GoiásFomento, a base estimada é de 661,5 mil usuários potenciais. Diretor de Operações da GoiásFomento, Vinícius de Cecílio Luz prevê: “Vamos concorrer com os grandes bancos.”
Ainda segundo a análise de dados, esses usuários possuem quatro perfis. São eles: beneficiários de programas sociais, servidores, setor produtivo e mercado expandido. Além disso, microempreendedores individuais (MEIs) também estão no mapa de usuários previstos, bem como fornecedores e empresas da cadeia produtiva goiana.
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Caberá à empresa selecionada para operar a plataforma garantir jornadas específicas para esse público, com serviços de gestão financeira básica, além de antecipação de recebíveis. Já os serviços previstos são conta digital, cartões de crédito e pré-pagos, Pix, boletos, pagamento de convênios e crédito consignado para servidores públicos. A rede Vapt Vupt deve servir como suporte presencial para adesão e cadastro.
Não há previsão de aporte financeiro do Estado no modelo. Segundo a proposta, investimentos, operação e riscos cibernéticos ficam a cargo do parceiro privado. A plataforma Stark Bank S.A., instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central, vai operar o Pequi Bank. Trata-se da única empresa habilitada no chamamento público da GoiásFomento. O edital projeta movimentação de até R$ 16,7 bilhões por ano. Como contrapartida, os lucros auferidos com todas as operações serão divididos 50%/50%.
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Vinícius Luz explica que o lançamento do Pequi Bank ocorrerá em 15 de junho com um produto, o cartão de bolsa estudantil ligado à Secretaria de Educação. “As contas digitais virão em um segundo momento. Temos um prazo de 24 meses para implantar os serviços”, detalhou.
Questionado se haverá uma agência física, Luz afirma que não. “Será totalmente digital. Ainda está em estudo a possibilidade de uma estrutura física para questões corporativas, mas o nosso parceiro é digital.” Já acerca de análise de crédito e teto de juros, o diretor explica que a GoiásFomento definirá o que for produto dela, cabendo ao parceiro, por meio de um comitê gestor, fazer as definições de seus itens.
E se a parceria não der certo?
Vinícius também comentou sobre possíveis instabilidades na parceria. Ele ressaltou que a GoiásFomento será a proprietária de todo o arranjo. “Assim, se lá na frente acontecer alguma coisa, o arranjo é nosso e podemos trocar o parceiro”, detalhou. “Não vai prejudicar o usuário.”
Usuário este que será buscado no banco de dados da própria agência goiana. Só de beneficiários, são 120 mil pessoas, fora os familiares, afirma o diretor. Ele também revela que existem cerca de 8 mil empresas cadastradas, sendo 4 mil ativas. “Todos são possíveis clientes.” Tecnologia e inteligência artificial serão utilizadas para atrair o público. “Já começamos com a oferta grande.”
Inclusive, o Pequi Bank também será aberto a clientes fora dos perfis citados. “É aberto a todos. Vamos fazer muita divulgação, pois será o banco do goiano. Por isso escolhemos o pequi”, brinca. “Vamos concorrer com os grandes bancos digitais. Qualquer pessoa vai poder ter sua conta e seu cartão de crédito. Quando estiver operando 100%, poderá atrair também seguradoras e outros serviços.”
