Após encontrar Trump, Flávio tenta se vincular a lavajatistas e participará de ato com Moro e Deltan

De volta ao Brasil, depois de ter ido aos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue os esforços para superar a crise que envolve as ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Nesta sexta, o filho primogênito de Jair Bolsonaro (PL) vai a Curitiba, onde participará do lançamento das campanhas de Sergio Moro (PL) ao governo do Paraná e de Deltan Dallagnol (NOVO) ao Senado pelo estado. Na ocasião, também será lançada a candidatura de Felipe Barros (PL) à Casa Alta do Congresso.
Com isto, Flávio espera reforçar o vínculo com lavajatistas.
Moro foi o principal juiz da Operação Lava Jato. Ele comandou os processos em primeira instância na 13ª Vara Federal de Curitiba a partir de março de 2014. Já Deltan foi o procurador da República que coordenou a força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal.
Ao se alinhar à dupla, Flávio reforça o rótulo de antipetista e pretende lembrar casos de corrupção em governos passados de Lula. O aceno ao chamado “bolsonarismo raiz” de Curitiba é mais uma mostra da guinada de posicionamento do pré-candidato à Presidência, que tentava passar uma imagem mais moderada até a divulgação do áudio em que pede recursos a Vorcaro para um filme sobre o pai.
Desde então, Flávio esteve ao lado de Trump com o objetivo de manter o eleitorado extremista ao seu lado e evitar migrações de votos para Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (NOVO), por exemplo.
