Bolsonarismo fica encurralado por derrubada da ‘taxa das blusinhas’ e calcula tema na campanha de Flávio

A medida do governo Lula que zerou a chamada “taxa das blusinhas”, através de uma Medida Provisória assinada nesta terça-feira 12 provocou uma espécie de “nó tático” na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, afirmam aliados do filho primogênito de Jair Bolsonaro (PL).
A suspensão imediata da cobrança de 20% para produtos importados de até 50 dólares impõe uma espécie de paradoxo à narrativa que será assumida pelo bolsonarismo: de um lado, há a necessidade de combater qualquer tentativa governista de capitalizar em cima do tema, de forte apelo popular.
Do outro, há o medo de um “tiro pela culatra”, com perda de popularidade. Há quem lembre também que o bolsonarismo foi majoritariamente contra a criação da taxa, o que poderia ser apontado como uma “contradição” por qualquer crítica à derrubada, a esta altura.
Por isso, o discurso adotado não deve ser diretamente voltado à MP que zerou a “taxa das blusinhas”, mas sobre os atos em sequência do governo Lula.
O tom crítico deve girar em torno da narrativa de que o governo “está entregando o país, em prol da reeleição”. Bolsonaristas devem reforçar que trata-se de uma “tentativa desesperada de frear o avanço de Flávio nas pesquisas”.
O pacote de medidas governistas no âmbito econômico, onde também se insere a PEC que promove o fim da escala 6×1, deve ser citado como parte de um conjunto que pode ter efeito reverso no futuro.
