Ocupantes do navio afetado pelo hantavírus estão sendo repatriados para seus países

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Os cerca de 150 passageiros e tripulantes de um navio de cruzeiro onde ocorreu um surto de hantavírus começaram finalmente a retornar a seus lares na manhã deste domingo, dia 10. O desembarque foi feito no porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife.
A expectativa das autoridades espanholas é que a operação de evacuação seja finalizada até amanhã, segunda-feira, dia 10, conforme informou a diretora da Defesa Civil da Espanha, Virgínia Barcones, em entrevista para a agência AFP. O desembarque foi feito por pequenas lanchas até o porto. Os passageiros vestem trajes de proteção na cor azul e saem do navio em pequenos grupos.
Durante o surto de hantavírus, três passageiros morreram e outros resistiram ao surto de hantavírus. O navio partiu da Argentina há dez dias e o cruzeiro virou notícia mundial após o contágio e morte a bord.
Os primeiros passageiros a retornarem a seus países foram os espanhóis e franceses, que decoraram em aviões para suas respectivas cidades. “Está tudo indo bem”, disse um dos passageiros franceses, Roland Seitre, à AFP, antes de retornar a seu país. “Absolutamente todos estão bem, não há nada a reclamar”.
A operação exige diversos cuidados com a saúde dos passageiros, dos tripulantes e das autoridades sanitárias. Um grupo de 14 espanhóis foram levados para o Aeroporto de Tenerife Sul, a 20 minutos de carro do desembarque no porto. A AFP registrou a chegada dos passageiros em ônibus vermelhos da Unidade Militar de Emergência da Espanha. O espaço reservado ao motorista do ônibus foi separado dos passageiros por uma barreira de proteção.
Ao chegarem no aeroporto, os espanhóis trocaram as roupas de proteção, passaram por um processo de desinfecção e embarcaram para Madri. Em Madri, os espanhóis que estavam no cruzeiro foram encaminhados para um hospital militar, onde irão cumprir uma quarentena, antes de serem liberados.
Segundo a AFP, a operação de retorno para os países de origem inclui voos para Holanda, Canadá, Turquia, Reino Unido, irlanda e Estados Unidos. A lista de países foi informada pela ministra da Saúde da Espanha, Mónica García.
(Com AFP)
