Alexandre Accioly comemora feito do Roxy no Travellers’ Choice Awards 2026

Inaugurado em 2024, o Roxy Dinner Show, em Copacabana, já acumula reconhecimentos internacionais e agora celebra mais uma conquista de peso: a inclusão no Travellers’ Choice Awards 2026, do Tripadvisor, figurando entre os 10% das melhores atividades. Em março de 2025, o Roxy foi destacado pela Time como um dos melhores lugares do mundo para visitar, integrando uma seleção global de hotéis e atrações imperdíveis. Apesar do reconhecimento, a casa segue com ocupação menor do que 50 por cento. Em conversa com a coluna GENTE, Alexandre Accioly, nome à frente do espaço, falou sobre o impacto da premiação e desafios.
A entrada no Travellers’ Choice Awards 2026 do Tripadvisor coloca o Roxy entre os 10% melhores do mundo. Qual foi o impacto da premiação? É um reconhecimento de todo esforço, de todos nós lá do time criativo, de tudo aquilo que a gente entregou lá. Ele já tinha sido eleito pela revista Time entre os 100 melhores destinos do mundo, o único do Brasil, e agora recebe esse prêmio do The Trip Advisor, que é a principal plataforma de turismo do mundo. Isso é importante para o Roxy, até porque no dia 23 a gente completa 400 apresentações. Com aproximadamente 120 mil pessoas que passaram pelo Roxy. E dessas, 105 mil pessoas são turistas, estrangeiros, ou turistas de todas as partes do Brasil. O carioca representa 10% disso. Essas pessoas elegeram o Roxy.
Esse perfil predominante de turistas já era pensado desde a inauguração? A gente fez uma casa para o turista, ou seja, apostando na força do Rio de Janeiro, que nunca teve uma posição tão forte. O poder público, os governantes, a iniciativa privada, a própria população da cidade reconhecendo quão importantes são essas iniciativas para gerar a economia. Hoje a gente tem uma cidade que pensa turismo, respira turismo. Olha aí Madonna, Shakira, Lady Gaga, Rock in Rio, as feiras do Web Summit, tantas feiras de tecnologia.
O que seria essa consolidação? No Rio, no ano passado, a gente recebeu 2 milhões e 100 mil turistas estrangeiros. Além de aproximadamente 12 milhões de brasileiros, que inclui pessoas que vêm de outros municípios, como Petrópolis, Teresópolis, Manaus, Belém, Recife, Belo Horizonte e São Paulo. De uma forma geral. Se eu pegasse aí, quase 15 milhões de pessoas que estiveram no Rio de Janeiro no ano passado, sou capaz de apostar que se chegasse para 5% deles e perguntasse: ‘você foi no Roxy?’. A resposta seria: ‘O que é Roxy?’ Ninguém sabe ainda o que é.
O formato de dinner show costuma exigir renovação constante. Pretendem lançar novas apresentações fixas? Ele exige atualização, não renovação. Vou dizer por quê. O público se renova todos os dias, a cada avião que pousa nesse aeroporto, é um público novo. Então, obviamente, o espetáculo é sempre inédito para esse público. Mesmo assim, a gente acabou de fazer atualizações, criamos o quadro de Minas Gerais. É um quadro maravilhoso. Só esse quadro teve um investimento de 800 mil reais. Para 5 minutos de apresentação.
O que hoje tira mais o seu sono: manter o padrão ou inovar? Não me preocupo de qualidade, pelo contrário, cada dia que passa esse espetáculo vai ser melhor. A única coisa que me tira o sono é me conectar com o público. A estrutura de custo do Roxy é absurdamente alta. Tenho quase um Paul McCartney que pago de cachê a cada três meses. Então, o que me tira o sono é chegar no turista brasileiro, no turista estrangeiro, para que ele saiba que o Rio de Janeiro tem o Roxy. Hoje a gente trabalha com ocupação na casa na faixa de 45 por cento, mas há 7, 8 meses atrás era de 35. Com capacidade de 700 pessoas. E o ticket é de 600 reais porque envolve tudo. São três entradas, cinco pratos principais e três sobremesas.
