Justiça mantém regulação de hospitais na mão do Estado em GO

Justiça mantém regulação de hospitais na mão do Estado em GO

DECISÃO JUDICIAL

Unidades de saúde de alta complexidade em Goiânia, como o Hugo e o Hugol, continuam sob regulação direta do Estado

Tribunal rejeita recurso do município (Foto: Agência Cora Coralina)

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O fortalecimento do sistema de saúde pública em Goiás ganhou um novo respaldo jurídico com a decisão do Tribunal de Justiça que mantém o Estado à frente da regulação hospitalar em Goiânia. Para a gestão estadual, a manutenção desse modelo é uma vitória da equidade, permitindo que a distribuição de recursos e vagas ocorra de forma justa para toda a população goiana, conforme defendido pela Procuradoria-Geral do Estado.

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) validou a estrutura de gestão atual ao rejeitar, por unanimidade, um recurso movido pela Prefeitura de Goiânia. O relator do processo, desembargador Héber Carlos de Oliveira, ratificou a constitucionalidade das normas estaduais de 2021 que transferiram a responsabilidade dos leitos para o Governo de Goiás. Segundo a decisão, as regras não criaram cargos, mas apenas organizaram funções já permitidas pelas diretrizes federais do SUS.

Foco na Distribuição Regional

Um dos argumentos decisivos para o tribunal foi o desequilíbrio no uso das unidades de saúde. Embora concentre pouco mais de 20% da população estadual, a capital chegava a ocupar 70% das vagas disponíveis nos hospitais de alta complexidade mantidos pelo Estado. Com a regulação centralizada, o objetivo é garantir que pacientes das outras 245 cidades goianas tenham o mesmo direito de acesso a centros como Hugo e Hugol.

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De acordo com o secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, o veredito consolida uma organização mais justa do sistema público. Para o gestor, o comando estadual sobre as vagas é a única forma de assegurar que os recursos cheguem de maneira equilibrada a todos os cidadãos, independentemente de onde residam.emanda das unidades estaduais localizadas no município.

Para o colegiado, a regulação centralizada pelo Estado é a ferramenta necessária para garantir que os moradores dos outros 245 municípios goianos tenham as mesmas oportunidades de acesso a tratamentos de alta complexidade.

Eficiência e Equidade

O secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, destacou que o veredito reforça a organização do sistema. “A regulação estadual é essencial para garantir equidade no acesso à saúde e organizar de forma justa a utilização dos serviços por todos os goianos”, afirmou o gestor, ressaltando que a medida evita privilégios geográficos na distribuição de recursos públicos.

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Fonte Original Mais Goias

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