Rainhas dos cosméticos: Hailey Bieber personifica sucesso empresarial

Será que em algum momento Justin Bieber vai virar o marido de Hailey? A brincadeira é justificada por causa do incrível sucesso de Hailey Bieber como empresária no mundo dos cosméticos, motivo que a colocou como capa da lista da Time de cem empresas mais influentes do mundo.
Nada mau ficar na companhia da Nvidia, da SpaceX ou da Meta para uma jovem que era bonita, magra e aspirante a modelo, como hordas e mais hordas de tantas outras. Embora com a vantagem de vir de uma família do show business, os Baldwin, sendo seu pai, Stephen, um expoente de causas de direita, e seu tio, Alec, um dos mais conhecidos – e desbocados – esquerdistas do mundo artísticos. Pelo lado da mãe, tem pedigree mais nobre: é neta do genial arranjador Eumir Deodato, que deixou o mundo da bossa nova no Rio para fazer carreira nos Estados Unidos. Hailey não fala, mas entende portuguës, aprendido com a mãe e a avó. Ser casada com Justin Bieber ajudou? Sem dúvida nenhuma. Mas Hailey entendeu o modelo de negócio mais bem sucedido no mundo de produtos de beleza: criar, acima de tudo, uma imagem única, antes de se preocupar com os hidratantes ou brilhos labiais.
Ela fez isso com profissionais do cinema, impulsionando sua marca, Rhode, para o topo da categoria de produtos vendidos online. O grande salto aconteceu no ano passado, quando uma gigante dos cosméticos, a E.l.f. Beauty, comprou a Rhode por 800 milhões de dólares e promoveu o lançamento de seus produtos em lojas físicas. As vendas desse ano foram calculadas em 260 milhões de dólares.
MERCADO ALTAMENTE LUCRATIVO
A parte de Hailey, que continua a ser a cara – e a cabeça também – da marca, foi de 300 milhões de dólares, o que a torna, aos 29 anos, uma das mais bem sucedidas self made women do mundo. Ocupa também um lugar de honra num trio de mulheres que deixam a competição longe. No topo, está a cantora Selena Gomez, hoje com a música apenas na condição de atividade acessória. Sua linha de maquiagem, a Rare Beauty, impulsionou uma fortuna calculada em 1,3 bilhão de dólares.
Em 2023, Selena ultrapassou Kylie Jenner, a outra integrante do trio, como a mulher mais seguida do mundo no Instagram. Kylie, que era apenas a irmã caçula das Kardashians, construiu seu império ainda na faixa dos vinte anos, com produtos basicamente para dar a impressão de lábios mais cheios sem os preenchimentos que a família inteira usa e abusa.
Hoje, com 28 anos, tem uma fortuna avaliada pela Forbes em 670 milhões de dólares. É preciso vender um bocado de brilhos labiais para chegar nisso – e ficar atenta à concorrência. Hailey Bieber, por exemplo, explodiu há menos de quatro anos e já foi capa da Time duas vezes. Quem não gosta da história de uma jovem que era para ser apenas um rostinho bonito ao lado de um cantor famoso e vira empreendedora de sucesso espetacular?
A precursora no uso da própria imagem para vender o que os especialistas chamam de estilo de vida foi a atriz Gwynneth Paltrow. Hoje, sua marca Goop esta enfrentando uma maré negativa e fechando várias linhas, principalmente as de produtos mais baratos, mas ela continua a ser o paradigma.
A concorrência, obviamente, é enorme. Praticamente todas as atrizes, cantoras ou celebridades querem entrar no mercado altamente lucrativo de produtos que turbinados por sua imagem – cosméticos, roupas, chás, velas e até geleias como no caso da mulher do príncipe Harry, Meghan. Ela largou a família real para entrar nessa corrida milionária. Perdeu recentemente uma das maiores vitrines, a de um programa na Netflix. Nem mesmo o título de duquesa garante uma posição vantajosa num mercado em que lindas e famosas ficam incrivelmente ricas – mas sempre têm outras disputando um lugar no topo. Isso se chama capitalismo e tem dado certo para produzir riquezas há um bocado de tempo.
