Netanyahu revela que teve câncer e que retirou tumor maligno na próstata

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou nesta sexta-feira, 24, que foi submetido a um tratamento contra um câncer de próstata, ao divulgar os resultados de seu exame médico anual.
Netanyahu, de 76 anos, foi submetido a uma cirurgia para tratar um aumento da próstata em dezembro de 2024, operação que o gabinete do primeiro-ministro divulgou publicamente na época. Em publicação nas redes sociais nesta sexta, o político afirmou que, durante exames de acompanhamento, médicos descobriram o tumor maligno, com menos de um centímetro.
“Há um ano e meio, passei por uma cirurgia bem-sucedida para tratar uma próstata aumentada (benigna) e, desde então, sigo em acompanhamento médico de rotina. No último acompanhamento, foi identificado um pequeno ponto, com menos de um centímetro, na próstata. Exames mostraram que se trata de um estágio muito inicial de um tumor maligno, sem qualquer disseminação ou metástase”, disse o premiê na publicação.
Embora ele não tenha revelado quando foi feito o último exame, fontes ouvidas pela emissora americana CNN afirmaram que o câncer foi diagnosticado há meses. O premiê teria iniciado radioterapia há cerca de dois meses e meio, segundo uma pessoa ligada ao processo, e havia concluído o tratamento recentemente.
Na publicação, Netanyahu diz ter pedido para que a divulgação sobre sua condição de saúde fosse adiada por conta da guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro por ataques americanos e israelenses contra Teerã.
A guerra também adiou julgamentos de corrupção que envolvem o primeiro-ministro, indiciado em 2019 por acusações de suborno, fraude e abuso de confiança.
Netanyahu nega qualquer irregularidade e alega que o caso é resultado de uma perseguição política liderada pela esquerda, que teria como finalidade derrubar um governo de direita democraticamente eleito. O premiê entrou com vários pedidos de postergamento das audiências desde o início do julgamento, em maio de 2020.
Em um dos casos, ele e sua esposa, Sara, são acusados de aceitar mais de US$ 260 mil em bens de luxo, incluindo joias e champanhe, de bilionários em troca de favores políticos. Netanyahu também é acusado de tentar influenciar a cobertura de dois veículos de comunicação israelenses, com o objetivo de que as notícias fossem mais favoráveis à sua administração.
