Direita aposta alto no Nordeste, escaldada por última eleição na Bahia

Direita aposta alto no Nordeste, escaldada por última eleição na Bahia

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Cinturão lulista nas últimas cinco eleições presidenciais, o Nordeste deu mais de 69% dos votos válidos ao petista no segundo turno contra Jair Bolsonaro em 2022. Dos nove governadores eleitos na região, sete abriram palanque para Lula, colando sua imagem a ele durante a campanha. 

Apesar desse histórico, o campo da direita aposta, este ano, no cansaço do eleitorado nordestino com o atual presidente, que vai em busca de seu quarto mandato no Palácio do Planalto, e exibe confiança em conseguir lançar candidaturas competitivas, ostentando abertamente o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no plano nacional.

“O lulopetismo não mais representa a esperança de um país novo, melhor, de programas sociais. A renda da classe média está cada vez mais achatada sob a ótica do poder de compra. O país está mais pobre relativamente ao mundo. O Brasil empobreceu com governos todos do PT, e o PT continua falando para o passado, culpando terceiros”, critica o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE).

“Pela primeira vez, a direita na Paraíba participa de uma eleição com um projeto de vitória, com chances de chegar ao segundo turno e vencer a eleição”, disse o senador Efraim Filho, mais um que trocou o União Brasil pelo PL e vai lançar-se candidato a governador. 

O parlamentar atribui a inflexão primeiramente a uma demanda dos próprios eleitores do estado. “Estamos indo para a disputa majoritária escolhendo o campo da direita, e não o campo do centro, que antes era o preferido porque dialogava com as duas alas. Agora, a maior chance é o centro ficar de fora de um eventual segundo turno”, afirmou.

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Quem vai enfrentar a esquerda no Nordeste, como Efraim Filho, lembra instintivamente do caso de ACM Neto em 2022. Candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, rivalizando com Jerônimo Rodrigues, do PT, ele não decidiu não declarar apoio a Jair Bolsonaro, muito rejeitado em seu estado. Acabou derrotado pelo então desconhecido ex-secretário de Educação do governo de Rui Costa

Em 2026, calejado pela lição, o ex-prefeito de Salvador agregou o PL a sua chapa, dando uma das vagas da eleição ao Senado a João Roma, ex-ministro de Bolsonaro, e sinalizando apoio ao “Zero Um” no pleito nacional. 

Em Pernambuco, o deputado Mendonça Filho estava há quarenta anos no mesmo partido (contados desde a fundação do PFL, em 1985, que depois tornou-se o DEM, e este, por sua vez, se fundiu com o PSL para dar origem ao União Brasil) e aceitou um convite de Flávio Bolsonaro e do coordenador da campanha do “Zero Um”, o senador Rogério Marinho, para vestir a camisa do PL.

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Ex-ministro da Educação do governo Temer, ele deve buscar mais um mandato na Câmara dos Deputados. “Sou um dos poucos políticos relevantes de Pernambuco que nunca fez acordo nem aliança com o PT”, ressaltou o parlamentar, lembrando a promessa de Lula, em 2010, de “extirpar” o DEM, seu partido à época, da política.

“Meu plano de voo era ser aliado de Flávio Bolsonaro, mas no União Brasil. Tendo em vista as dificuldades locais e da bancada nacional, a perda de foco, a perda de posicionamento, de coesão ou de liquidez ideológica, me vi cada vez mais fora do partido. E o PL foi buscando nomes da centro-direita, da direita moderada”, explicou.

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