pais podem proibir filhos de ter aula sobre igualdade de gênero

pais podem proibir filhos de ter aula sobre igualdade de gênero

ENSINO

Nova lei do governador Jorginho Mello (PL) permite que pais e responsáveis neguem a participação dos alunos em SC

Pais poderão proibir filhos de ter atividades sobre igualdade de gênero em escolas de SC (Foto: Pixabay)

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(O Globo) O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sancionou a lei estadual nº 19.776, que permite que pais e responsáveis proíbam a participação dos filhos em “atividades pedagógicas de gênero” em instituições de ensino. O texto foi sancionado em 1º de abril e publicado em Diário Oficial do estado na última segunda-feira (6). Nele é definido que “consideram-se atividades pedagógicas de gênero aquelas que abordam temas relacionados à identidade de gênero, à orientação sexual, à diversidade sexual, à igualdade de gênero e a outros assuntos similares”.

De acordo com o texto, pais e responsáveis dos alunos devem ser informados “sobre quaisquer atividades pedagógicas de gênero que possam ser realizadas no ambiente escolar”. À família que responde pelo aluno caberá “manifestar expressamente sua concordância ou discordância quanto à participação”, isto “por meio de documento escrito e assinado, a ser entregue à instituição de ensino”, destaca a lei.

Em caso de descumprimento da lei, o decreto lista os seguintes quatro pontos de penalidades possíveis para a instituição:

  1. advertência por escrito, com prazo para regularização da conduta;
  2. multa entre R$ 1.000 (mil reais) e R$ 10.000 (dez mil reais), por aluno participante, a ser aplicada em caso de reincidência;
  3. suspensão temporária das atividades da instituição de ensino por até 90 (noventa) dias;
  4. cassação da autorização de funcionamento da instituição de ensino.

O governador Jorginho Mello é aliado da família Bolsonaro. Em sua gestão, tem se mostrado um defensor das pautas conservadoras. A mais recente delas é a aprovação da lei que suspende as cotas raciais nas universidades públicas, privadas e comunitárias que recebem recursos do estado. O texto passou pela Assembleia Legislativa e foi sancionado por ele.

Esta lei está suspensa por uma decisão do Tribunal de Justiça estadual, e será julgada em um plenário virtual a ser realizado entre esta sexta-feira (10) e o dia 17, como noticiou a coluna de Míriam Leitão.

Em janeiro, o ministro Gilmar Mendes pediu justificativas à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e ao governo do estado. Na manifestação, a gestão de Jorginho Mello elenca uma série de argumentos para defender a lei que proíbe cotas raciais em universidades públicas, privadas e comunitárias que recebem recursos estaduais. Na defesa, a Procuradoria-Geral do Estado “gabarita” os argumentos de críticos das cotas raciais: afirma que a população de Santa Catarina é a mais branca do Brasil, que não é possível mensurar os resultados da política e cita categorias “identitárias”.

O processo no STF recebe manifestações como amicus curiae de diversas entidades, apoiando a derrubada da lei. O único a favor da lei anti-cotas foi o partido Novo.

Fonte Original Mais Goias

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