Suco, néctar, refresco ou bebida de fruta: entenda as diferenças para fazer a escolha mais saudável

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Dá para ficar perdido. Em meio a uma variedade enorme de rótulos e cores vibrantes, entre caixinhas e garrafas de vidro e plástico, quem quiser levar para casa a melhor bebida da fruta em termos nutricionais pode se sentir sem rumo no supermercado.
A questão é que as classificações dessa categoria de produtos que convencionamos chamar de “sucos” comportam diferenças brutais entre as embalagens e podem pregar peças em desavisados. Para começar, termos como néctar e bebida de fruta estão longe de garantir que você tomará o puro sumo da laranja, do morango ou seja lá o sabor de preferência.
Gosto não se discute, mas se a ideia é escolher algo mais balanceado e vantajoso em termos de saúde, o primeiro passo é verificar no rótulo se o produto leva mesmo o termo suco, suco 100% fruta ou suco integral. Essas expressões, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que gerencia o setor, designam uma bebida totalmente feita de frutas.
Na prática, significa que só há o fruto em si, a polpa ou partes dele. Os sucos podem conter açúcar ou edulcorantes. Já os sucos integrais não têm qualquer ingrediente a mais – em alguns casos, são adicionados antioxidantes para preservar as propriedades da fruta.
No segmento dos sucos, pode haver apenas um tipo de fruta na receita ou uma mistura. É comum, por exemplo, ver uma série de sucos cuja base é a maçã (goiaba com maçã, manga com maçã…)
A coisa muda de figura na categoria dos néctares. Aqui, o sumo da fruta é diluído em água, de modo que a concentração do fruto varia de 10 a 50%. Na formulação, para ter uma aparência e um sabor atraentes, entram corantes, aromatizantes, adoçantes… Ou seja, é um produto bem menos “natural” que o suco de verdade.
Mas o índice de frutas cai ainda mais quando estamos diante dos refrescos e bebidas sabor fruta. Nesse caso, o percentual pode ficar em torno de 4 a 30% do fruto em si. O resto é aditivo mesmo. Você encontra no mercado tanto produtos prontos como versões em pó.
Quando estudos mostram os efeitos positivos do consumo de sucos, o protagonista da história são os naturais ou os minimamente processados pela indústria que se encaixam na categoria 100% fruta.
O raciocínio, para resumir, é priorizar sempre aquilo mais próximo da versão in natura e o mais distante daquilo cuja lista de ingredientes é encabeçada por ingredientes artificiais. É a receita para tirar o melhor proveito de qualquer fruta – inclusive no copo.
