EUA enviam porta-aviões para exercícios no hemisfério sul, com participação do Brasil

EUA enviam porta-aviões para exercícios no hemisfério sul, com participação do Brasil

A Marinha dos Estados Unidos anunciou o envio do porta-aviões USS Nimitz para a Operação Southern Seas 2026, exercício naval de grande escala conduzido pela 4ª Frota americana. O Brasil figura entre os países parceiros que participarão das atividades, que incluem ainda uma escala portuária em território brasileiro.

O anúncio foi feito no Rio de Janeiro, na sexta-feira, 27, e marca a 11ª edição da operação desde sua criação, em 2007. Ao lado do Nimitz, também integrará a missão o destróier de mísseis guiados USS Gridley, da classe Arleigh Burke. As duas embarcações percorrerão o continente sul-americano realizando exercícios de passagem e operações conjuntas no mar com forças navais de nações parceiras.

Além do Brasil, estão previstas atividades com Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai. A operação também contempla escalas portuárias no Chile, Panamá e Jamaica. A iniciativa inclui intercâmbios entre especialistas militares e a possibilidade de autoridades convidadas acompanharem de perto as operações a bordo do porta-aviões.

Para o contra-almirante Carlos Sardiello, comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA e da 4ª Frota, a operação representa um momento estratégico. “A Southern Seas 2026 oferece uma oportunidade única para aprimorar a interoperabilidade com as forças de países parceiros em todo o domínio marítimo”, afirmou. Sardiello destacou ainda o compromisso dos EUA com a estabilidade regional e o fortalecimento das parcerias marítimas no Hemisfério Ocidental.

O USS Nimitz é o navio-capitânia do grupo de ataque e lidera uma força que inclui a ala aérea embarcada Carrier Air Wing 17, composta por seis esquadrões que operam aeronaves F/A-18E/F Super Hornet, EA-18G Growler, entre outras. Os porta-aviões da classe Nimitz são considerados o ápice da projeção de poder aeronaval móvel, reunindo capacidades de resposta, autonomia operacional e comando e controle em alto mar.

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