Caso Henry Borel: Demissão de Monique ocorre por ‘morosidade da Justiça’, diz novo prefeito do Rio

Caso Henry Borel: Demissão de Monique ocorre por ‘morosidade da Justiça’, diz novo prefeito do Rio

A decisão de exonerar Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel, de 4 anos, do cargo de professora na rede municipal foi tomada pela “morosidade da Justiça para julgar o caso”, afirmou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, na noite desta quarta-feira, 25. A demissão foi publicada no Diário Oficial. Com isso, Monique deixa de ser servidora e de receber um salário no valor líquido de R$ 2.887,73 — antes de ser presa e passar a receber descontos, a quantia era de R$ 5.036,74.

“Ela está demitida. Se depender da prefeitura, não trabalha mais no município. A decisão foi tomada após analise conjunta das secretarias de Educação e de Integridade. Foi uma decisão técnica, tomada pela prefeitura diante da morosidade da Justiça para julgar o caso”, disse Cavaliere. “Havia um risco de reputação para a prefeitura ao manter Monique.”

+ Manobra da defesa de Jairinho beneficia Monique, que ganha liberdade

A movimentação ocorre após uma reviravolta no caso, que acabou por levar à soltura da mãe do menino. O início do julgamento estava previsto para esta segunda-feira, 23, mas foi adiado após a defesa do ex-vereador carioca Dr. Jairinho abandonar o plenário. Ele, padrasto, foi denunciado como executor e ela, mãe da criança, por omissão diante das agressões que a criança sofria, segundo o Ministério Público.

Os advogados Zanone Júnior e Fabiano Lopes alegam que não tiveram acesso a todas as provas do processo e que, por isso, o julgamento não seria justo. A defesa já havia pedido o adiamento da sessão, mas todos os requerimentos foram negados pelo Tribunal de Justiça do Rio e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A defesa pediu a suspensão do julgamento ou, alternativamente, o desmembramento do processo para que Jairinho e Monique Medeiros, mãe de Henry, que também é acusada pelo crime, fossem julgados separadamente. A juíza Elizabeth Machado Louro negou as duas sugestões, o que levou os advogados de Jairinho a abandonarem o plenário em gesto de protesto por suposto cerceamento de defesa. Sem os advogados, o júri não pode continuar.

A manobra foi considerada abusiva pela juíza, que mandou notificar a OAB para abrir processos disciplinares contra os advogados. A sessão foi remarcada para 22 de maio. O veredito caberá a sete jurados leigos que serão sorteados para formar o conselho de sentença.

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