Sergio Moro chega ao PL: relembre as brigas com a família Bolsonaro

Sergio Moro chega ao PL: relembre as brigas com a família Bolsonaro

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Cortejado pelo PL de Jair Bolsonaro, o senador Sergio Moro (União-PR) parece ter, enfim, selado o enlace. Nesta quarta-feira, 18, o presidente Valdemar Costa Neto confirmou a filiação do ex-juiz da Lava Jato à legenda para a próxima semana.

Liderando as pesquisas eleitorais para o governo do Paraná, Moro é a aposta do PL para garantir um palanque robusto ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no estado contra o sucessor do atual governador Ratinho Jr. (PSD).

O senador, no entanto, acumula um histórico de rusgas com o ex-presidente e seu clã, apesar da relação ter retomado a amistosidade nos últimos anos.

Relembre as principais brigas de Moro e família Bolsonaro:

Interferência na PF

Ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro, o agora senador deixou a pasta e rompeu com o governo em abril de 2020 após acusar o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal para proteger aliados de investigações. O estopim foi a exoneração do então diretor da PF, Maurício Valeixo, sem a assinatura de Moro. A própria corporação concluiu um inquérito, em março de 2022, alegando que não houve indícios de interferência política de Bolsonaro. Antes disso, o ex-presidente também tinha feito pedidos para que as superintendências de Pernambuco e Rio de Janeiro fossem trocadas.

Em outubro de 2025, no entanto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a reabertura do inquérito, que apura fatos que podem configurar crimes como falsidade ideológica, prevaricação, obstrução de justiça e corrupção passiva privilegiada. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Vacinas e ‘negacionismo’

Em dezembro de 2020, Moro foi às redes para criticar a demora do governo Bolsonaro em começar a vacinar a população contra a Covid-19. “Vários países, inclusive da América Latina, já estão vacinando contra a Covid. Onde está a vacina para os brasileiros? Tem previsão? Tem Presidente em Brasília? Quantas vítimas temos que ter para o governo abandonar o seu negacionismo?”, escreveu.

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Quem entrou na briga foi o então ministro da Justiça André Mendonça, hoje ministro do STF, que rebateu e criticou Moro. “Vi que Sergio Moro perguntou se havia presidente em Brasília. Alguém que manchou sua biografia tem legitimidade para cobrar algo? Alguém de quem tanto se esperava e entregou tão pouco na área da Segurança?”, retrucou.

Rachadinha de Flávio

Em entrevista a VEJA em novembro de 2021, Moro criticou o escândalo da rachadinha envolvendo Flávio Bolsonaro quando o filho Zero Um ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro. “Quando meus filhos fazem alguma coisa de errado, eu os corrijo, embora eles sejam bem mais novos e nunca tenham tido problemas similares. Isso é uma virtude e é o papel de pai. O presidente da República, um estadista, tem que ter um papel na mesma linha. A Justiça demanda que o fato seja apurado e as consequências sejam extraídas. Se a consequência for uma condenação criminal, é isso que tem que acontecer. É uma questão de justiça, de mostrar para todo mundo que a lei se aplica a todos”, disse Moro a VEJA.

Em 2018, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação atípica de 1,2 milhão de reais na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O dinheiro, segundo as investigações teria sido lavado com uma loja de chocolates de Flávio, além da compra de imóveis com dinheiro em espécie. O caso teve idas e vindas no Judiciário — sob a justificativa de prerrogativa de foro, o caso oscilou entre a Justiça estadual e o STF, passando pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em fevereiro do ano passado, o ministro Gilmar Mendes negou recursos do MP-RJ que pedia a reabertura da apuração.

Reconciliação

Mesmo com todo o entrevero, Moro e Bolsonaro selaram uma reconciliação na época das eleições de 20222. O então presidente escalou o ex-juiz — que era candidato ao Senado — para acompanhá-lo a um dos debates presidenciais.

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“Tenho, sim, minhas divergências com o presidente Bolsonaro, mas as convergências são muito maiores”, disse Moro na ocasião.

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