Apenas sete estados se destacam em infraestrutura, mostra índice do Confea

Dizer que a infraestrutura brasileira é precária não é nenhuma novidade, mas mensurar o tamanho das deficiências é uma tarefa mais complexa e muito menos óbvia. Para retratá-las, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) lança nesta segunda-feira 16 o Índice Confea de Infraestrutura do Brasil (Infra-BR). Focado no desempenho dos 27 estados e do Distrito Federal, o índice apresenta uma escala de 0 a 100, composto por 67 indicadores agrupados em seis eixos: energia e conectividade, mobilidade, água, bem-estar social e cidadania, meio ambiente e saneamento básico. A nota geral do Brasil ficou em 56,92. Apenas sete estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo) pontuaram acima da média. O Distrito Federal ocupa a primeira posição do ranking com nota 74,67.
Na outra ponta, o Acre é o estado com a pior nota, 28,46, seguido de Amapá (33,94), Pará (34,41), Amazonas (36,61) e Maranhão (36,84). Segundo o Confea, a falta de acesso ao saneamento básico continua como um dos maiores gargalos da infraestrutura nacional. O problema é maior nas regiões Norte e Nordeste. O Acre, por exemplo, recebeu nota 11,28 neste quesito. Como comparação, o Distrito Federal bateu em 80,19 pontos. Reverter essa situação só será possível com grandes investimentos. O Banco Interamericano de Desenvolvimento estima que o Brasil precise investir pelo menos o equivalente a 4,5% do produto interno bruto para dar um salto em infraestrutura. Atualmente, porém, os investimentos correspondem a apenas 2% do PIB. O Infra-BR contará com uma plataforma online gratuita e de livre acesso para reunir todos os dados do índice.
