Os acertos e desafinadas dos roqueiros do Queen em trilhas sonoras

Os acertos e desafinadas dos roqueiros do Queen em trilhas sonoras

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O filme Flash Gordon, de 1980, é cultuado hoje por grupos de fãs como uma obra-prima da ficção-científica trash. E bota trash nisso! A aventura espacial, um clássico das HQs, ganhou na versão cinematográfica em tons carnavalescos, com o figurino exagerado. As perucas e barbas falsas dos vilões são hilárias e o cenário surge como outro ponto alto (ou baixo?): mesmo com o devido desconto para as limitações técnicas da época, é a ruindade em escala meteórica. Tudo ali tem cara de teatro improvisado de escola infantil. Na hora da ação, as lutas parecem coreografias saídas das videocassetadas do Faustão. Para coroar, o protagonista é uma espécie de versão espacial do cigano Igor (para as mais novas gerações, digite no Google “pior-interpretação-em-novela-da-Globo”). Quem defendeu o papel de Flash Gordon foi o ator Sam J. Jones que, até então, ostentava como ponto alto no currículo um ensaio em uma revista gay.

O longa se tornou uma lenda também por causa da trilha sonora. Em grande fase na época, o Queen foi chamado para dar conta do recado. Era uma aposta de risco dos produtores: o grupo britânico nunca havia encarado nada parecido. Em um de seus primeiros álbuns, eles fizeram questão de anotar na contracapa que não haviam feito uso de sintetizadores, evitando o recurso utilizado por tantos outros na década de 70. No caso de Flash Gordon, eles mudaram de posição, investindo pesado nos instrumentos eletrônicos para ajudar criar a atmosfera de space rock. Diálogos tirados do filme foram inseridos nas canções, a começar pela empolgante faixa-título, que tem direito a um trecho lento em que Freddie Mercury  encarna Dale Arden, o par romântico de Flash Gordon. Confira aqui o clipe da música:

O Queen voltaria ao cinema em 1986, quando compôs três músicas para o longa Highlander, o Guerreiro Imortal. A mais conhecida delas foi a balada pegajosa Who Wants to Live Forever, que também fez sucesso na época e era tocada ao vivo pela banda. Sem os colegas do grupo, o guitarrista Brian May ainda se arriscou em um projeto inspirado no tema de uma série de TV infantil japonesa, a Star Fleet. Além da canção título, o disco de 1983 trazia uma jam session de May com a participação de Eddie Van Halen. Os dois improvisaram um blues em homenagem ao ídolo deles, Eric Clapton. O resultado foi tão ruim que o homenageado confessou  ter se sentido constrangido com a homenagem.

Há poucos dias, Brian May divulgou em sua rede social que estava envolvido em outro filme. “Eu tenho a força!”, escreveu ele no post, lembrando o grito de guerra do He-Man. Foi a forma de o guitarrista anunciar sua participação na trilha sonora de um novo filme sobre o herói. A produção deve estrear no Brasil em junho, com Nicholas Galitzine no papel principal e Jared Leto no do vilão Esqueleto.

Os fãs do Queen vão poder conferir se a nova empreitada entrará para a galeria dos acertos ou das desafinadas das trilhas com o DNA da banda.

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