Por ampla maioria, PSOL rejeita federação com PT, mas mantém apoio a Lula

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O Diretório Nacional do PSOL decidiu neste sábado, 7, por ampla maioria, encerrar a federação que mantinha com o Partido dos Trabalhadores. A votação, que foi de 76% a 24%, impôs um revés à ala chefiada por Guilherme Boulos, que migrou para dentro do governo Lula com a missão de construir pontes com movimentos sociais e alianças com a esquerda. A federação com a Rede foi renovada por mais quatro anos.
A federação não é uma simples aliança eleitoral: além de durar quatro anos, exige que os seus membros defendam as mesmas candidaturas em todo o território nacional, algo que já vinha incomodando alas majoritárias dentro do PSOL. Nas eleições de outubro, por exemplo, se a federação fosse mantida o PSOL teria que se unir, em campanha, a partidos de centro e de centro-direita, com os quais o PT tem alianças, como o PSD e o União Brasil, por exemplo.
Outro ponto que foi ponderado pela maioria do Diretório Nacional do PSOL foi o desejo de ter uma identidade autônoma, e não parecer um “puxadinho” do PT. Quando Lula ganhou a sua primeira eleição presidencial, em 2002, vários parlamentares e militantes do PT foram expulsos por discordarem as políticas econômicas implementadas. Em 2004, quando o PSOL foi criado, ele nasceu como uma dissidência do PT.
Apesar da federação não ter sido renovada, a reunião deste sábado aprovou o apoio à reeleição de Lula já no primeiro turno. “O partido reafirma que estará com Lula nas eleições, seguirá na linha de frente no enfrentamento à extrema direita e seguiremos construindo mobilizações em unidade nas ruas. Mas isso não significa que nosso partido deve se diluir ou tampouco abrir mão de sua identidade e combatividade”, disse a deputada federal Sâmia Bomfim nas redes sociais.
Por ampla maioria, o Diretório Nacional do PSOL decidiu acertadamente por rejeitar a proposta de Federação com o PT. 76% dos votos foram contrários, e 24% favoráveis.
O partido reafirma que estará com Lula nas eleições, seguirá na linha de frente no enfrentamento à extrema…
— Sâmia Bomfim (@samiabomfim) March 7, 2026
Ela, Glauber Braga e Fernanda Melchinona fazem parte do grupo de parlamentares que foram contrários a manter a federação. Reportagem da edição nº 2985 de VEJA revela os bastidores políticos dessa movimentação entre PT e PSOL.
