Goiás vai sentir impactos nos combustíveis e outros itens, se guerra no Oriente Médio perdurar, diz Sindiposto
TENSÃO
Efeitos são sentidos no transporte, na indústria e até no agronegócio
Goiás vai sentir impactos nos combustíveis e outros itens, se guerra no Oriente Médio perdurar, diz Sindiposto (Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil)
A guerra no Oriente Médio pode impactar o preço dos combustíveis em todo o Brasil e Goiás, obviamente. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, os primeiros impactos econômicos começaram a surgir na segunda-feira (2). Na ocasião, o dólar subiu e já passa de R$ 5,27 nesta sexta-feira (6), enquanto os preços do petróleo dispararam, com o barril do Brent subindo mais de 7,5% e se aproximando de US$ 80.
Como o dólar e o petróleo ficaram mais caros, a expectativa é que os preços de combustíveis e de energia subam. Os efeitos são sentidos no transporte, na indústria e até no agronegócio. Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto-GO), explica que no Brasil temos a dependência de produtos refinados (diesel e gasolina), importando cerca de 20% desses. “Então dependemos do preço do mercado externo, que está subindo”, pontua.
“Como 20% do petróleo comercializado no mundo passa pelo Canal de Ormuz, não importa se compramos de lá ou de outro local, o preço sobe, pois a oferta diminuiu. Quem tem, cobra mais caro”, detalha. “A própria Petrobras vai ter que repassar esses aumentos para não ficar com um prejuízo muito grande. Isso vai impactar não só Goiás, mas o país todo”, prevê.
Ainda segundo ele, já tem distribuidora aumentando preços. Devido à dependência do petróleo, Márcio Andrade observa um efeito cascata que irá atingir vários outros produtos indiretamente. “Se a guerra perdurar, muitos itens serão impactados.”
Estreito de Ormuz
No fim de semana, Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. A medida ocasionou o fechamento da principal rota marítima para o escoamento do petróleo do Oriente Médio, o Estreito de Ormuz, passagem entre Omã e o território iraniano.
É por ali que passam 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Além disso, serve como rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas.
