Estado dá início a pesquisa sobre risco de extinção de moscas e pernilongos em Goiás

Estado dá início a pesquisa sobre risco de extinção de moscas e pernilongos em Goiás

MEIO AMBIENTE

Estudo visa descobrir quais espécies da fauna demandam atenção maior das políticas públicas voltadas para preservação ambiental

Estado dá início a pesquisa sobre risco de extinção de moscas e pernilongos em Goiás (Foto: Pesquisa Afiune & Oliveira, 2024)

O Governo de Goiás realiza um estudo inédito que visa identificar o risco de extinção de espécies de moscas e mosquitos, como o pernilongo, no âmbito do Estado. Esse levantamento começou no dia 2 de março, com uma convocação aos pesquisadores que tiverem informações sobre essa categoria da fauna.

A pesquisadora Giovana Afiune, da Universidade federal de Goiás (UFG), explica que foram selecionados os grupos de dípteros que realizam importantes serviços para o ecossistema e para sociedade, mas que ainda passam despercebidos. Entre essas espécies, algumas atuam como mosquitos predadores naturais de outros mosquitos, incluindo o Aedes aegypti; outras espécies de mosquitos de fungos que são encontrados somente em florestas preservadas e que, portanto, são bioindicadores de qualidade de habitat, além de decompositores de matéria orgânica, que garantem a ciclagem de nutrientes para habitats naturais; e moscas e mosquitos que são polinizadores.

Essa é a primeira vez que Goiás vai ter sua própria lista de espécies ameaçadas de extinção. Atualmente, o que se tem são dados a nível nacional, produzidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Neste cenário, é possível que alguma espécie esteja ameaçada em Goiás, mas essa realidade não é reconhecida nacionalmente.

Estado dá início a pesquisa sobre risco de extinção de moscas e pernilongos em Goiás (Foto: Pesquisa Afiune & Oliveira, 2024)

A ideia é que com essas informações coletadas, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) tenha condições de estabelecer estratégias adequadas para cada tipo de espécie em risco. A expectativa é avaliar todas as 1,7 mil espécies de vertebrados que ocorrem no estado, incluídas nos grupos de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes; bem como as 900 espécies de invertebrados, dentro dos grupos: libélulas, aracnídeos, moscas e abelhas.

Para reunir o máximo de informações sobre as espécies que serão avaliadas, todas as espécies de vertebrados e invertebrados vão passar por uma consulta ampla. Por isso, toda comunidade científica está sendo convocada a participar desse processo.

Estado dá início a pesquisa sobre risco de extinção de moscas e pernilongos em Goiás (Foto: Pesquisa Afiune & Oliveira, 2024)

A avaliação de risco de extinção de espécies depende da aplicação da metodologia científica da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que é reconhecida e utilizada pelo ICMBio para as avaliações nacionais. Por isso, foi desenvolvido o BioData, um sistema estadual que serve para as avaliações, armazenamento e disponibilização dos dados da biodiversidade goiana.

A avaliação de risco de extinção de espécies depende da aplicação da metodologia científica da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que é reconhecida e utilizada pelo ICMBio para as avaliações nacionais. Por isso, foi desenvolvido o BioData, um sistema estadual que serve para as avaliações, armazenamento e disponibilização dos dados da biodiversidade goiana.

Fonte Original Mais Goias

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