GO: Integrante do PCC é condenado a 16 anos de prisão por tentativa de homicídio ligada ao tráfico
DISPUTA ENTRE FACÇÕES
Crime foi planejado por aplicativo, teve vários disparos e foi motivado por disputa entre organizações criminosas rivais em Caldas Novas
Integrante do PCC é condenado a 16 anos de prisão por tentativa de homicídio ligada ao tráfico (Reprodução/Redes Sociais)
Guilherme Lopes, conhecido como “Lock” e apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi condenado a 16 anos e 9 meses de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio qualificado e participação em organização criminosa. A sentença foi proferida na terça-feira (24) pelo Tribunal do Júri, após denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO). Além da pena, ele também terá de pagar indenização equivalente a 50 salários mínimos por danos morais coletivos. O crime foi motivado por disputa entre facções criminosas.
De acordo com a acusação, a tentativa de homicídio aconteceu em 12 de abril de 2023 dentro do apartamento da vítima, em um condomínio residencial no bairro Estância Itanhangá II. O homem, conhecido como “Lealdade” e apontado como integrante do Comando Vermelho (CV), só não morreu porque conseguiu escapar pulando do terceiro andar do prédio, mesmo após ser atingido por vários disparos. Ele foi socorrido por terceiros e sobreviveu.
As investigações apontaram que o crime foi planejado com antecedência e coordenado por mensagens de celular por outro suspeito apelidado de Carrara. Ele teria criado um grupo com nome “Futebol” para organizar a ação e disfarçar o conteúdo das conversas. No dia do ataque, Guilherme foi até o imóvel e atirou diversas vezes, continuando os disparos mesmo após a fuga da vítima.
A sentença destacou ainda que a gravidade foi ampliada pelo planejamento prévio, divisão de tarefas e persistência na execução, fatores que pesaram na fixação da pena. Conversas extraídas do celular também mostraram que o réu declarava vínculo permanente com a organização criminosa e dizia ter se deslocado do Pará para Goiás com o objetivo de atuar em crimes.
Leia também:
Histórico violento
Segundo a acusação, “Lock” responde ainda por outro crime grave ocorrido meses depois. Em 30 de julho de 2023, ele teria assassinado um homem identificado como Welton Alves Guimarães e disparado contra o cachorro da vítima, que ficou ferido e morreu após sofrer intensamente.
Nesse caso, ele teria contado com a participação dos comparsas Iago Aparecido Costa Silva, Carlos Alberto Alves Neto e Eduardo Alves Paes da Silva, além de Romário Gil de Sousa Nascimento, Augusto Rodrigues Oliveira e Max Mateus da Silva Arruda, todos foragidos.
A investigação descreve o réu como indivíduo de alta periculosidade, com comportamento considerado extremamente violento e frio. A juíza Waneska da Silva Baruki determinou o cumprimento imediato da pena.
