Medicamento inovador para hemofilia melhora qualidade de vida de crianças em Goiás

Medicamento inovador para hemofilia melhora qualidade de vida de crianças em Goiás

NOVO TRATAMENTO

O medicamento incorporado ao SUS reduz episódios hemorrágicos e traz mais autonomia para pacientes, principalmente crianças, com hemofilia A

Medicamento inovador para hemofilia melhora qualidade de vida de crianças em Goiás (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Crianças com hemofilia A em Goiás já podem receber pelo Sistema Único de Saúde (SUS) um medicamento que reduz em mais de 90% os episódios de sangramento causados pela doença. O remédio, chamado Emicizumabe, representa um avanço importante por ajudar a evitar hemorragias graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A hemofilia é uma doença genética que dificulta a coagulação do sangue. Isso significa que, quando a pessoa se machuca, o sangramento pode demorar muito mais para parar. Em casos mais graves, podem ocorrer hemorragias internas, principalmente nas articulações e nos músculos, causando dor e até limitações de movimento ao longo do tempo. A doença é mais comum em homens.

Tradicionalmente, o tratamento é feito com a reposição do fator de coagulação que o corpo não produz. Esse fator é aplicado na veia, muitas vezes várias vezes por semana, para evitar sangramentos.

Considerado de alto custo, o Emicizumabe pode chegar a R$ 35 mil por dose (Foto: Divulgação/SES Goiás)

O Emicizumabe funciona de maneira diferente. Ele é aplicado sob a pele, como uma injeção simples, e pode ser usado com menos frequência. O medicamento ajuda o sangue a coagular mesmo com a falta do fator que causa a hemofilia A. Com isso, diminui drasticamente os episódios de sangramento e reduz a necessidade de internações.

Com menos hemorragias, as crianças podem brincar, estudar e viver com mais tranquilidade. O risco de problemas nas articulações também diminui, o que evita sequelas no futuro.

Disponibilizado pelo SUS

A chegada do medicamento ao SUS também reforça a importância do acompanhamento de profissionais de saúde. O farmacêutico, por exemplo, orienta as famílias sobre a forma correta de aplicar o remédio, os cuidados necessários e a importância de manter o tratamento em dia.

Além de beneficiar diretamente os pacientes, o novo tratamento também reduz a necessidade de hospitalizações, o que ajuda a diminuir os custos para o sistema público de saúde.

Fonte Original Mais Goias

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