O futuro dos camarotes na Sapucaí, segundo Diógenes Queiroz, do Allegria

O futuro dos camarotes na Sapucaí, segundo Diógenes Queiroz, do Allegria

Em 2026, o Camarote Allegria celebra 10 anos de história na Marquês de Sapucaí. Diógenes Queiroz, sócio-proprietário do espaço, falou com a coluna GENTE sobre a marca, atrações e os desafios em manter o camarote relevante em meio a acirrada concorrência. Nesta edição, nomes como Ludmilla, Thiaguinho, Péricles, Pedro Sampaio, Belo e Banda Eva irão se apresentar na festa.

O que você diria que foi o maior ponto de virada do Allegria nesses 10 anos? O ponto de virada foi quando a gente entendeu que o Allegria não podia ser só um camarote de Carnaval. Ele precisava ser uma marca com identidade própria. No começo, era sobre ocupar um espaço na Sapucaí e poder fazer com que pessoas tivessem a oportunidade de conhecer a icônica passarela do samba. Hoje é sobre criar experiência que as pessoas esperam o ano inteiro.

Qual foi o maior desafio para manter o Allegria relevante em um mercado tão competitivo? O maior desafio é não se acomodar. Carnaval é repetição, mas o público não aceita repetição. Todo ano surgem novos players, novas promessas, novas fórmulas. A gente se mantém relevante porque não copia tendência, a gente cria a tendência. E principalmente porque escuta. O público muda, o comportamento muda, e a gente muda junto.

Como é feita a escolha das atrações? Existe uma estratégia clara de público por noite? Totalmente estratégica. Cada noite tem uma energia diferente. Sexta é uma coisa, segunda é outra, campeãs é outra completamente diferente. A gente olha para comportamento, streaming, turnês, timing de carreira, narrativa do artista naquele momento. Não é só sobre quem está bombando, é sobre quem cria experiência ao vivo. Tem noites mais voltadas para o pagode, outras para o funk, outras mais pop, outras mais eletrônicas. O público sabe que pode ir em mais de um dia e viver experiências completamente distintas.

Os afters se tornaram um dos pontos mais disputados. Como manter esse “efeito desejo”? O after virou praticamente um segundo ato da noite. O efeito desejo vem de dois fatores: energia e resistência (risos). Quem fica até o after quer viver o Carnaval até o último minuto. Então a gente entrega artistas que realmente seguram essa atmosfera lá em cima. O after no Allegria tem identidade própria. Ele tem outro ritmo, outra dinâmica, outro tipo de entrega. É quase um clube dentro do Carnaval. As pessoas já sabem que, quando o desfile acaba, a noite ainda está longe de terminar. E isso cria expectativa real.

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O Carnaval está cada vez mais profissionalizado. Como você enxerga o futuro dos camarotes na Sapucaí? Vejo dois caminhos: ou o camarote vira experiência de marca muito bem construída, ou vira commodity. O público está mais exigente, mais informado e menos impressionável. Não basta ter open bar e line-up forte. Tem que ter conceito, posicionamento, identidade clara. A Sapucaí continua sendo o maior palco do mundo a céu aberto. Quem entender que está ali para somar à história do Carnaval, não apenas para explorar o momento, vai continuar relevante pelos próximos dez anos. Quem não entender, vai ficar pelo caminho.

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