De olho nas urnas, Lula cobra que PT faça mais alianças nos estados

De olho nas urnas, Lula cobra que PT faça mais alianças nos estados

No discurso que fez neste sábado, 7, na festa de 46 anos do PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou a militância para que faça mais alianças nos estados. Em cima do palanque na capital baiana, um dos seus maiores redutos eleitorais, o líder da sigla disse que, para conquistar seu quarto mandato, o partido precisa se aliar de forma mais estratégica, pois “não está com a bola toda” em todos os estados.

“Vocês sabem que precisamos trabalhar, fazer alianças, não estamos com essa bola toda em todos os estados”, disse Lula. Instantes depois, ele complementou: “como eu quero ganhar, temos que tratar de fazer as alianças necessárias para ganhar as eleições. Não é negar os princípios do PT. O acordo político é uma coisa tática para poder governar esse país”.

Em seguida, ele exemplificou a fala mencionando a sua aliança com o vice Geraldo Alckmin, que foi seu adversário histórico. “Quando vocês imaginaram que eu e Alckmin estaríamos juntos? É a política da aliança política. É um dado concreto que mostra que a política é uma arte e a gente tem que saber lidar com ela”. O lugar de Alckmin na chapa de 2026, no entanto, não está garantido.

Vencer as eleições nos estados — principalmente nos mais populosos, como São Paulo e Minas Gerais — é uma etapa importante para conseguir a vitória presidencial. Isso porque os candidatos a governador, senador e deputado também são cabos eleitorais que tarzem voto para o partido. O novo presidente do PT, Edinho Silva, e o deputado federal José Guimarães (CE) montaram um Grupo de Trabalho Eleitoral de olho nas disputas dos estados.

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Uma leva de ministros está de saída da Esplanada nessas primeiras semanas do ano para construírem candidaturas do PT nos seus estados de origem. Uma das saídas que deve ocorrer nas próximas semanas, até o fim de fevereiro, é a do ministro da Fazenda Fernando Haddad. O PT ainda não bateu o martelo sobre a candidatura dele ao governo de São Paulo, pois há muitos impasses nos bastidores sobre o êxito que o petista teria em uma eventual nova disputa contra Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele já venceu Haddad em 2022 e tem uma aprovação alta no eleitorado paulista.

Fake news

Também neste sábado, Lula fez um apelo à militância para que ajude no combate às notícias falsas, que deram o tom as últimas disputas eleitorais. “Teremos que desmontar as mentiras e ter coragem de debater, não podemos ficar quietos, porque eles são desaforados. Não tem mais essa de ‘Lulinha paz e amor’. Essa eleição será uma guerra e temos que estar preparados para ela”, disse o petista. A comunicação foi um dos principais entraves de seu governo até agora, principalmente por conta do domínio das redes sociais e da comunicação digital por lideranças da direita.

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